O The Hollywood Reporter fez uma matéria com as dublês que ajudaram atrizes nos filmes de ação e nós traduzimos a parte onde Scarlett e sua dublê, Heidi Moneymaker falam sobre o processo.
Confiram abaixo:

Quando Scarlett Johansson foi escalada para o elenco em 2009 como a dançarina de balé que se transforma na super-espiã Viúva Negra em Homem de Ferro 2 da Marvel, ela não estava exatamente preparada para o papel. “Eu nunca pisei em uma academia”, ela confessa. “Eu não tinha experiência com nenhum tipo de arte marcial ou algo assim.”

Ela acabou sendo uma aprendiz rápida, especialmente depois de se juntar a dublê Heidi Moneymaker, que vem treinando com a atriz de filmes da Marvel desde então. Até agora ela teve aparições em seis dos filmes de Johansson, e em breve será a sétima vez na sequência dos Vingadores dirigida pelos irmãos Russo. E poderia haver um oitavo: um filme solo da viúva negra estaria em desenvolvimento. “[Heidi e eu] conseguimos criar esse lado do personagem e expandi-lo ao longo desta última década”, diz Johansson, 34. “Não sei quantos atores têm a oportunidade de interpretar o mesmo personagem em 10 anos”.

Uma ginasta treinada na UCLA, Moneymaker, 40 anos, começou sua carreira com pequenos trabalhos em programas de TV como Angel e O.C.: Um Estranho no Paraíso, subindo para a cadeia de alimentos e fazendo apresentações (sendo dublê de Drew Barrymore em As Panteras Detonando e Michelle Rodriguez no Velozes e Furiosos de 2009). Mas ela diz que não importa o quão grande seja o trabalho, ela depende de sua disciplina de ginasta para ajudá-la a superar o dia inteiro. “A mentalidade do atleta é definitivamente boa”, diz ela. “Eu tive tantas pessoas vindo até mim e dizendo: ‘Eu sou louco, eu farei qualquer coisa! Eu poderia ser um dublê ou uma dublê.’ Esse é o tipo de pessoa que você não quer por perto”.


Scarlett Johansson e Heidi Moneymaker no ensaio para o The Hollywood Reporter

Ao longo de seus 15 anos de carreira, Moneymaker aprendeu que ser uma dublê é, em alguns aspectos, ainda mais perigoso do que ser um dublê. “Guarda-roupa para as mulheres é mais apertado e mais justo”, explica ela. “Quando você bate em paredes ou é atropelado por um carro, é mais difícil de se acalmar. Se um cara está vestindo uma roupa ou algo um pouco mais bagunçado, eles têm a oportunidade de colocar mais enchimento.” Encontrar trabalho também é mais desafiador, pois os filmes de ação tradicionalmente têm menos papéis femininos na tela. “É um monte de manos”, diz ela sobre sets pesados ​​de dublês. “Às vezes eu só quero estar perto de mulheres. Eu vou a algum lugar e há mulheres lá, e eu ficarei tipo, ‘Oh, graças a Deus!'”

Recentemente, enquanto o Universo Cinematográfico da Marvel continua a se expandir, o trabalho de Moneymaker e Johansson teve que acomodar uma tela cada vez mais cheia. “À medida que os filmes cresceram em escala, tornou-se menos prática para a maioria dos atores”, diz Johansson, observando que as filmagens agora são um intrincado balé de programação. “Temos de três a quatro unidades ao mesmo tempo.”

Para a atriz, o truque para trabalhar com sua dublê de longa data é simples: “Eu digo a mim mesmo: ‘Faça o que a Heidi fizer. Apenas escute o que ela disser e ela me manterá em segurança”.

A revista Marie Claire anunciou hoje (06) que a Scarlett é a estrela da edição de março, com uma entrevista e ensaio fotográfico exclusivos.

A entrevista será traduzida pelo SJBR assim que for liberada. Veja o ensaio em HQ na nossa galeria e os bastidores por enquanto!

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS > 2017 > MARIE CLAIRE (MARCH)

Capa da edição desses mês da Variety, Scarlett Johansson concedeu uma entrevista onde falou sobre organizações não governamentais, sobre seus candidatos à presidência dos EUA, sobre seu papel como Viúva Negra. Depois de ter disponibilizado alguns trechos, a revista revelou a entrevista completa.


Para o evento dessa semana, Poder das Mulheres, a Variety conversou com Scarlett Johansson sobre o trabalho que ela faz com a ONG Planned Parenthood, Maternidade Planejada em português, para apoiar as iniciativas sobre a saúde da mulher. Johansson, 31, disparou ao topo da lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood, como resultado de seu papel como Viúva Negra na franquia “Os Vingadores”. Ela falou sobre seu papel e se ela estaria disposta a estrelar um filme independente focado na personagem.

V: Como você se envolveu pela primeira vez com o Planned Parenthood?

SJ: Eu devo ter feito uma campanha para eles cerca de uma década atrás. Eu estou pessoalmente envolvida com o Maternidade Planejada há algum tempo, desde que eu era mais nova. Eu usei seus serviços. Minhas amigas usaram seus serviços.

V: Você está preocupada com o que a presidência de Donald Trump pode fazer para as ONGs?

SJ: Sim, com certeza. O fundo da Planned Parenthood já foi ameaçado diversas vezes e está ficando bem agressivo recentemente. É algo realmente importante o que estamos enfrentando. Eu tenho vários amigos que apoiam os republicanos [partido de Trump] do ponto de vista fiscal. Quando se debate sobre para quem irá seu voto, é necessário olhar para todo o espectro – não só para a parte econômica da América, mas também para a questão climática e outras questões, como o direito feminino de escolha.

V: Por que você decidiu apoiar a candidatura de Hillary Clinton?

SJ: Hillary é a candidata certa para o momento. Eu acho que ela tem muita integridade. Ela tem muita energia. Ela é uma candidata muito inteligente, e isso é muito importante para mim. Talvez seja porque eu tenho uma filha agora.

V: Você apoiou a candidatura de Obama em 2008. Como você acredita que foram seus dois mandatos?

SJ: Eu acredito que ele teve dois mandatos bem-sucedidos. Ele herdou uma presidência complicada e confusa. Havia muita coisa para ser resolvida, muita coisa para ser limpa. A maneira como nosso governa funciona é muito arcaica. Eu acho que ele lutou contra os freios e os contrapesos de um sistema que é desatualizado em diversos pontos. Eu provavelmente serei crucificada por dizer isso, mas é a verdade. E, às vezes, parece que o que as pessoas querem não é a mesma coisa que a maioria do Senado quer.

V: De onde vem o seu senso de poder?

SJ: Eu estou nessa indústria há 20 anos. Minha experiência tem sido que, com todos os riscos, há perdas e ganhos. Você espera que você aprenda alguma coisa. Eu consigo muito poder tomando riscos e me preparando para o resultado.

V: Quando lhe foi oferecido o papel da Viúva Negra em “Homem de Ferro 2”, você sabia imediatamente que você queria?

SJ: Eu sabia que eu queria estar envolvida com a Marvel e Jon Favreau.

V: Por quê?

SJ: Eu sempre gostei das coisas do Jon Favreau. O gênero super herói nunca foi um favorito, não que eu não gostasse. Eu gostei de todos os filmes do “Batman” de Tim Burton, mas eu não era uma grande fã de quadrinhos. Eu amei “Homem de Ferro”. [O filme] falou comigo. Eu pensei que o trabalho de Robert [Downey Jr.] foi inovador. Capturou minha atenção como uma pessoa que normalmente não é uma fã do gênero. Parecia que estavam fazendo um grande filme de um jeito pequeno, ou um pequeno filme de um jeito grande . Foi um desafio interessante para ser parte.

V: Como você entrou no personagem?

SJ: A parte física foi algo que eu nunca tinha chegado a vivenciar. Isso foi algo que me empurrou para fora da minha zona de conforto. Eu nunca tive a oportunidade de interpretar um personagem em uma franquia antes, e crescer esse personagem conforme eu crescia como atriz. E como a personagem se torna mais forte em vários aspectos, acho que também se torna mais vulnerável. Sua vulnerabilidade é uma força dela. Eu acho que a vulnerabilidade é frequentemente vista como uma fraqueza.

V: Como estrear na franquia  “Os Vingadores” mudou a sua carreira?

SJ: Eu acho que por muito tempo, eu me senti meio rotulada como ingênua – esse tipo de garota que está flutuando entre dois mundos. Talvez tenha sido apenas um reflexo literal da minha vida naquela época. Eu sou uma pessoa muito curiosa. Eu sou uma atriz muito curiosa. O universo Marvel abriu muitas oportunidades para eu me esticar de maneiras que eu nunca pensei que seria possível.

V: De que maneiras?

SJ: Eu acho que talvez as pessoas na indústria tivessem uma certa ideia sobre a minha capacidade física – como uma espécie de armadilha. E tinha esse rótulo colocado em mim de mulherão. Eu acho que ao mesmo temo que é lisonjeiro ser alguém que é sexy, há algo muito aprisionador sobre isso. Isso implica que a sua força vem da sua sexualidade.

V: Haverá um filme solo da Viúva Negra?

SJ: Eu gostaria que isso acontecesse sobre as circunstâncias certas. Eu acho que há muitas oportunidades de contar a história. Ela tem uma história de origem realmente rica.  Há muitos lugares que você pode ir – você pode trazer a história de volta para a Rússia. Você poderia  explorar a programa Viúva Negra. Há todos os tipos de coisas que você poderia fazer com isso. Você poderia  realmente descobrir a identidade de quem é essa pessoa, de onde ela vem e de onde ela faz parte.

V: Então se acontecer, será uma prequela?

SJ: É uma possibilidade.  Há muita história por trás. Ou não. Poderia ser outra coisa. Pra onde os Vingadores vão? Eles são secretos.  O que acontece então? O que acontece depois que tudo desmorona? Há muitos caminhos que você pode seguir. Eu acho que apenas teria que ser uma coisa muito específica. Teria que ser totalmente diferente de todos os outros filmes solo. Eu acho que se os fãs quisessem o suficiente, provavelmente já teria se tornado realidade.

V: Você não acha que os fãs querem?

SJ: Sim, eu acho. A Marvel saberia mais do que eu sei.

V: Você ainda está falando com a Marvel sobre isso?

SJ: Claro. Eu conversei com eles muitas vezes sobre. Isso teria que se encaixar na ideia de onde eles querem ir. Eu investi nessa personagem. A Marvel investe muito nessa personagem. Se eu fiz isso, eu tenho que ser por um tempo. Eu ainda quero usar um colante, não sei quanto tempo mais isso ainda vai durar.


Fonte: Variety. Traduzido pela equipe do Scarlett Johansson Brasil.

Veja o ensaio da Scarlett Johansson para a Variety, fotografado por Warwick Saint, na nossa galeria:

PHOTOSHOOTS / ENSAIOS FOTOGRÁFICOS > 2016 > VARIETY (OUTUBRO)

 

 

Scarlett Johansson é a covergirl de maio da revista americana Cosmopolitan. Além do ensaio fotografado por James White, a atriz concedeu uma entrevista. Leia a matéria traduzida pela equipe do SJBR.


Scarlett: Uma mulher na íntegra

Quinze anos atrás, quando eu entrevistei Scarlett Johansson pela primeira vez como a estrela desconhecida de Ghost World, sua mãe era sua empresária, e ela alegremente me deu o número do telefone celular de sua filha. “Por que minha mãe fez isso? Eu acho que foi por volta de quando os celulares surgiram, então nós não percebemos o quão vulneráveis estaríamos em algum ponto,” a megaestrela diz agora, tendo resistido a um ataque hacker em 2011 em que viu suas fotos íntimas vazarem para o mundo. Johansson tinha 16 então, e nós conversamos sobre caras – especificamente Patrick Swayze, que era, e continua sendo sua obsessão.

Ela é apenas engraçada e desprotegida hoje, em um café de Manhattan, onde nossa conversa entra em terrotório de homens novamente. Uma vez que nós ficamos confortáveis, eu confesso que um cara do meu passado ainda manda mensagens de madrugada. Eu sempre respondo; eu sempre me odeio por isso. Armada em um jenas skinny preto e uma jaqueta de motoqueiro, Scarlett toma um gole de seu chá gelado. ” A melhor coisa a se fazer é desligar-se”, ela aconselha. “Há muito, há muito tempo atrás. Eu tinha alguém em minha vida que estava sempre indisponível, mas, mesmo assim, era atrativamente indisponível.” (Ela não revela se está se referindo a algum dos rumores de parceiros, entre eles Jared Leto, Benicio Del Toro, Justin Timberlake e Sean Penn, mas eu aposto em Jared Leto.) Ela me deu a mesma dica que dá à suas amigas. “Você tem que conseguir um ponto de ruptura… o fundo do poço é o momento em que você está como, ‘Eu me perdi. Por que eu estou do lado de fora desse bar às 1:30 da manhã escrevendo enquanto meus amigos estão lá dentro? Ou pegando um táxi para vê-lo em um momento inoportuno? Esta não sou eu’. Esse é o momento em que você tem que parar. Do contrário, ele irá continuar voltando, sugando o seu sangue.” Ela encolhe os ombros simpaticamente. ” Você fica cometendo os mesmo erros até não cometê-los, sabe?”

Agora com 31, Scarlett fala confortavelmente sobre os seus vinte anos. Seu casamento com Ryan Reynolds em 2008 e o divórcio subsequente alguns anos depois não deve ter sido fácil. Mas pelo menos ela saiu dessa com o conhecimento de que talvez  um homem de liderança não é o melhor parceiro para ela. “A logística de estar com outro ator é desafiadora. Deve haver uma verdadeira compreensão de como vocês vão compartilhar o tempo, especialmente quando a carreira de suas pessoas estão indo no mesmo ritmo. Ou mesmo se uma pessoa é mais bem sucedida que a outra, isso também prova ser desafiador. Pode haver uma coisa competitiva.”

Em 2014, ela casou com Romain Dauriac, 34, um contemporâneo e belo príncipe negociante de arte e curador com quem ela tem uma filha de 20 meses de idade, Rose. Scarlett o conhceu entre amigos. “Estranhamente, eu não acho que ele viu muito do meu trabalho,” ela se lembra dos primeiros dias. “Ele sabia quem eu era, mas eu não era, como, sua paixão de celebridade”. O casal agora divide seu tempo entre sua nativa Manhattan e a nativa Paris dele.

“Nós dois somos ratos de rua. Ser uma nova iorquina é parte da sua personalidade, e ele cresceu no coração de Paris. Apenas sobreviver na selva urbana é  construção do personagem. Isso fica com você para sempre.” Enquanto seu ex, Ryan, e sua esposa, Blake Lively, agora chamam Bedford, Nova Iorque, de sua casa, você não vai encontrar Scarlett no subúrbio tão cedo. “Parece maravilhoso ser criada em um cenário natural, mas eu não saberia como fazer isso. Uma cidade grande vai sempre me chamar de volta.”

Casais gostam de relaxar assistindo a episódios de Tanque de Tubarões da ABC – mesmo que isso cause algum atrito. “Meu marido tem essa ideia para um aplicativo e ele era como, ‘Nós devíamos lançar isso em Tanque de Tubarões!” Scarlett discorda. “Ele era como, ‘O quê? Você quer dizer não iria mais passar Tanque de Tubarões?’ Eu estava como, ‘Nós não vamos entrar em uma briga por isso!’”

Tem uma suposição sobre Scarlett, que ela é uma garota do tipo que os garotos gostam – o tipo para os olhos dos outros em uma festa e que nunca, em nenhuma circunstância, se apresenta para o namorado. Ela está presa a uma imagem pública vestida em um macacão apertado como Viúva Negra. Mas isso é evidentemente falso. Primeiramente, “Eu nunca pensei em conseguir papeis de personagens sedutoras”, ela disse, “Não é como minha personagem em Encontros e Desencontros que é sexy, mas ela é uma jovem garota, e é como grande parte das mulheres na indústria, [nós] somos muito facilmente estereotipadas. Talvez seja porque eu era jovem e cheia de curvas, não haveria nenhum pensamento além disso.” Por segundo, ela é estritamente uma mulher feminina. Vê o seu aconselhamento de amor e vida acima das coisas. Ouve sobre sua banda só de meninas, conhecida anteriormente como ‘as solteiras’. (Ela correu para as confusões com a banda de mesmo nome. “Eu peço desculpa publicamente por aquela banda”, ela disse). E ainda existem suas políticas pró-mulheres. “Existem países em guerra, existe terrorismo, um alarme global, e nós estamos como, ‘Nós devíamos definitivamente cortar o orçamento para a Planned Parenthood. Vamos tirar a disponibilidade da saúde às mulheres!’ Isso é a prioridade número um?” ela disse. “Isso é louco. Nós estamos falando sobre a prevenção de câncer de útero e câncer de mama. Enquanto eu crescia, eu usei os serviços [do PP]. Todas as minhas melhores amigas também usaram – não apenas para controle de natalidade, mas também para exames de Papanicolau e exames das mamas. Você lê sobre abortos clandestinos, mulheres se mutilando e adolescentes procurando por ajuda em situações de insegurança, e para quê? Nós estamos regredindo quando nos devíamos estar progredindo.”

Hollywood apresenta seu próprio tudo-que-você-pode-comer buffet de problemas. “Gênero, idade, pagamento. Jesus Cristo, nós estamos desmoronando!” Scarlett brinca com a enormidade disso tudo. Vamos começar com gênero. Por trás das cenas, ela é bem consciente de como poucas mulheres escrevem e dirigem filmes grandiosos. “Isso é grande, um desequilíbrio louco,” ela afirmou. À frente das câmeras, existe um problema de discriminação pela idade que não vai embora. Eu saliento que Scarlett nunca interpretou a parceira de um homem muito mais novo. Em contrapartida, Mark Ruffalo, que interpreta o parceiro romântica dela em Vingadores: A Era de Ultron, é 17 anos mais velho. “Isso soa como uma combinação muito arcaica”, ela declara. “Muitas vezes, mulheres [são tratadas] como uma bela flor que vai murchando, e homens são como uma grandiosa pinha que fica mais majestosa com o passar dos anos. Me dê um pouco de sangue jovem! Ninguém precisa assistir mais a isso!” (Sem ofensas Mark, nós ainda te amamos).

As coisas ficam um pouco mais diferenciadas quando nós abordamos o tema igualdade salarial. “Tem algo nojento sobre eu tendo essa conversa, a menos que isso se aplique a algo muito maior… Eu sou muito sortuda, eu possuo uma boa vida, e eu estou orgulhosa de ser uma atriz que ganha tanto quando os meus colegas de trabalho do sexo masculino nesse estágio de carreira.” Ela reconhece isso, sim, ela provavelmente foi injustamente paga no passado. “Eu acho que toda mulher já foi [injustamente paga], mas, a não ser que isso seja sobre um problema maior, para falar sobre a minha experiência pessoal com isso é soa um pouco desagradável. É uma parte maior sobre o tema feminismo em geral.“

Outra parte da conversa? Mulheres estreando em franquias cômicas. Como a Viúva Negra em filmes grandiosos como Os Vingadores, Homem de Ferro e Capitão América, Scarlett parece exterior aos filmes manchete. Porém, ela pensa que seria ótima para sua personagem ter seu próprio filme “separado do grandioso universo”, não existe nada planejado… por enquanto. Mesmo assim, a experiência da Marvel vem sendo ótima. Ela filmou Os Vingadores: A Era de Ultron durante boa parte de sua gravidez. “Isso foi muito surreal. Mas logo depois de começarmos a filmar eu fui liberada. Eu estava como, ‘e o quê? É assim que é.” Talvez eu não tenha tido tantas ações afetivas ou brincadeira arredores, mas ninguém me tratou de uma forma diferente.” Ela revela que frequentemente seus parceiros de cena são os delicados. “Eles querem que eu diga que eles são machos, mas eles estão em contato com seus lados femininos – alguns passam mais tempo arrumando seus cabelos que eu. Eu não vou nomeá-los mas… Hemsworth!” Ela finge olhar ao redor e procurar por quem falou isso. “Quê?!”

Scarlett achar sua vocação em filmes de super-heróis cheios de ação a surpreende. Mas Ghost World – Aprendendo a Vivertambém foi baseado em histórias em quadrinhos (embora de uma forma de tipo menos explosiva). Ela atualmente treina para estrear o thriller de sci-fi Ghost in the Shell, baseado em um mangá japonês. Neste filme, ela interpreta uma policial ciborgue. Ela ri ao falar de sua rotina atual. “Eu acordo, encho a tigela de cereais, tomo conta da bebê, tenho certeza que ela tem todo o necessário, então eu vou treinar, luto kickbox, faço artes marciais Filipinas e treinos com armas táticas. Eu descanso e já é hora de ir para casa, fazer o jantar, dar um banho no bebê, colocá-la para dormir e ir para minha própria cama.” Falando em casa, Scarlett checa o relógio. Ela está pronta para checar Rose e “preparar-se para outro dia de treinos”. Sobre o que a mantém nessa demanda de projetos, ela diz, “essas personagens são ricas. Elas são poderosas, vulneráveis, multifacetadas. Elas têm uma direção. É claro que elas são capazes de “chutar bundas”, mas a minha diversão é trazer profundidade à uma personagem rasa. Isso é o empoderamento.” Além disso, vamos admitir, o saldo final deve ser bem gratificante.

Então, seu marido finalmente conseguiu assistir ao seu trabalho todo? “Grande parte”, ela afirma. “Com toda a minha insistência.” Não que ele precise; massivo como o universo cinematográfico da Marvel, as ocupações de Scarlett – atriz, ativista, esposa, mãe, amiga – trazem emoções suficientes para uma vida inteira.


Entrevista traduzida pela equipe do Scarlett Johansson Brasil

PHOTOSHOOTS / ENSAIOS FOTOGRÁFICOS > 2016 > COSMOPOLITAN (MAIO)

  

SCANS > 2016 > COSMOPOLITAN (2016)

  

Scarlett Johansson é capa da revista Parade Magazine do mês de Maio. Em entrevista concedida a revista, Scarlett falou sobre sua família, Vingadores e outros assuntos que você pode conferir na entrevista traduzida pelo SJBR.


 

Se você perguntar a Scarlett Johansson o que ela chama de casa, não terá uma resposta fácil.
”Eu vivo um pouco em todos os lugares. Meu marido,  eu e o bebê estamos um pouco nômades no momento”, diz a atriz.
Para Johansson, casa é onde a família dela está. Ela e seu marido, curador de arte francesa e ex-jornalista Romain Dauriac, tiveram sua primeira filha, Rose Dorothy em setembro do ano passado. Eles vivem em Paris perto da família dele, e em Nova York perto da família dela.
Um lugar que ela sempre se sente em casa é na frente da câmera. O público pode vê-la no próximo  Vingadores: Era de Ultron, que estreia 1 de Maio, onde ela retorna pela quarta vez no papel da super-heroína que luta contra o crime, Viúva Negra que têm ao seu lado Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e o  Hulk (Mark Ruffalo).
”Eu realmente amo esse personagem. Ela realmente foi o primeiro super-herói feminino, relutante” ela diz. ”Ela nunca foi realmente capaz de forjar relações próximas com ninguém. Ela é um lobo solitário.”
Atrás da câmera, Johansson não poderia ser mais diferente de sua personagem introvertida. ”Eu estou constantemente ofuscado pela técnica de Scarlett porque de início, ela é uma bobona”, diz o diretor de Vingadores, Joss Whedon. ”Ela está sempre chamando a atenção das pessoas. Ela trabalha duro, mas, em seguida, no ‘corta’, ela já está brincando de novo.’”
Johansson tinha uma ‘’coceira’’ para entreter desde jovem, e sua cidade natal, Big Apple, foi o ambiente perfeito de amadurecimento para a jovem atriz.
”Eu sempre fui inclinada muito dramaticamente, desde que eu tinha 3 ou 4 anos”, diz ela. “Eu era muito extrovertida. Eu amava adultos. Eu amava a atenção. Eu gostava de realizar. Eu costumava fazer shows para a minha família. Infelizmente, não há provas de vídeo de meu pai com a filmadora, caramba!”
Ela e Hunter, seu irmão gêmeo,  são os mais novos de quatro filhos e sempre tiveram uma ligação especial.
”Quando estávamos crescendo em Nova York vivíamos uma vida normal.” diz Hunter.”Nós pegávamos metrô para a escola pública, viajávamos com a nossa avó para a praia e museus. Quando entrou no colegial, e sua carreira começou a crescer e os espectadores se aproximar dela em público, que é quando eu chegava a andar com ela em um táxi para a escola.”
”Há poucos lugares e momentos em que minha irmã vai sem ser reconhecida. Quando esses casos raros acontecem, eu me lembro de uma vez antes de sua condição de celebridade, quando éramos crianças, e eu valorizo isso,’’ diz Hunter ‘’Ela é a minha outra metade. Nada é mais importante para mim do que minha irmã gêmea.’’
”Me sinto muito conectada a ele” Johansson diz de seu irmão, que agora trabalha fora dos holofotes como o gerente de serviços ao cliente de Amigos do Rockaway, uma organização sem fins lucrativos baseada na comunidade fundada para reconstruir casas em Far Rockaway, Nova York, que foi devastada por um furação em 2012.
A atriz completa  a entrevista falando de sua filha Rose Dorothy.
“A maior alegria que eu tenho é estar olhando para minha filha”, diz ela. “Quando eu estou apenas com ela fazemos coisas bobas, e se eu fazer ela rir, o sentimento de alegria que eu tenho é explosivo. Se eu puder fazer ela rir, ela recebe um grande sorriso em seu rosto, que é muito bonito.”


Scans > 2015 > Parade Magazine (Abril)

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Scarlett Johansson estampa as capas da edição de março da revista W Magazine.  A atriz foi fotografada por Mert Alas e Marcus Piggott e concedeu um entrevista onde fala sobre sua filha e sobre os diferentes papéis que interpretou no cinema. Confira a entrevista traduzida:


 

Scarlett Johansson é o bebê de ninguém

“Quando ela saiu de mim, eu estava tão surpresa,” Scarlett Johansson disse-me em um dia frio de Dezembro. Estávamos na sessão de fotos para essa história, e Johansson, que tinha dado à luz a sua filha Rose, apenas três meses antes, estava usando um jeans apertado e um suéter branco igualmente confortável. Se curto, quase platinado cabelo, que em breve seria coberto por uma peruca loira repicada como o cabelo de Debbie Harry, estava penteado para trás. “Eu tinha uma imagem muito forte em minha mente de como o meu bebê iria aparentar,” Johansson continuou. “E, claro, ela é completamente diferente. Perfeita, mas não é o que eu imaginei. Agora, é claro, eu não consigo imaginar ela de nenhum outro jeito.” Johansson sorriu. Como sempre – e eu tenho entrevistado ela regularmente desde seu primeiro papel de destaque em Encontros e Desencontros, de 2003 – ela era ao mesmo temo acessível e reservada. Johansson, que acabou de fazer 30 anos, vem atuando profissionalmente desde os 7 anos e é completamente confortável na frente das câmeras. (“Todo mundo já viu os meus seios!” disse ela quando um assistente lhe ofereceu um vestiário privado. “Eu posso trocar o meu top aqui mesmo.”) E então, quando realmente importa, ela pode ser extremamente discreta. Foi meses antes de o público ficar eufórico sobre o seu casamento com o jornalista francês Romain Dauriac.

Johansson sempre pegou mudanças criativas: Em 2010, no auge de seu estrelato em filmes, ela desafiou os críticos ao atuar em A View From the Bridge, de Arthut Miller, na Broadway e, para o espanto de muitos, ganhar um Tony por sua atuação. Com entudiasmo de uma cantora dos anos 60, Johansson gravou álbuns, e eles etão longes de projetos de vaidade. E justamente quando ela parecia um pouco da casa da arte, ela assumiu o personagem da Viúva Negra, a super heroína feminina de Os Vingadores. A aguardada sequência para o filme, Os Vingadores 2: A Era de Ultron (o trailer rendeu 34,3 milhões de acessos nas primeiras 24 horas online) chega aos cinemas em 1 de Maio.

O último ano foi, em particular, um grande ano para Johansson: Além de se tornar mãe, ela estrelou dois dos únicos filmes filmes centrados em mulheres de 2014. No blockbuster mundial Lucy, ela interpreta uma mulher que ingere uma droga que lhe dá habilidades superiores mentais e físicas, e em Sob a Pele, ela é uma alienígena sedutora e assassina. “Eu estava completamente nua no filme,” Johansson disse naturalmente. “Ela era de uma espécie totalmente diferente, então sua nudez era algo útil. Eu também tinha o cabelo preto. Essa era a minha ideia – Eu não acho que eu deveria ser uma loira gostosa. Nua, mas não tão sexy.”

Como criança em Nova Iorque, Johansson era fascinada por cada aspecto do show business. “Eu tinha uma grande imaginação,” ela disse. “Eu particularmente amava Judy Garland, e para mim, ela fez tudo.  Pelo que eu consigo lembrar, eu queria ser uma atriz. E eu queria fazer de tudo. Quando você é uma criança, eles te mandam para um monte de testes para comerciais, e eu era terrível em vender coisas. Eu nunca consegui essas partes. Lembro-me de chorar no metrô, e minha mãe disse, ‘Olha, vamos esquecer isso. Vamos fazer alguma outra coisa.’ E eu respondi, ‘Não, você não pode tirar isso de mim. Eu quero ser uma atriz!’ Esperando o trem, eu tive o meu momento vinda-de-Jesus.”

Então Johansson (e sua mãe, que se tornou sua empresária) decidiram que ela só iria fazer testes para filmes. Além de um mix de sexy e fofa, mesmo quando menina, Johansson tinha um trunfo: sua profunda, ligeiramente rouca voz de fumante. “Quando eu era jovem, eu falava e todo mundo achava que eu tinha um resfriado. Mas quando eu fazia testes para filmes, eles amavam a minha voz. Era um mundo diferente.” Em 2013, Spike Jonze capitalizou a voz de Johansson brilhantemente em Ela – como o interesse amoroso de Joaquin Phoenix, um sistema operacional de computador desencarnada.” Jonze me disse que Johansson chegava todos os dias para fazer o papel usando batom vermelho e um vestido de cocktail , mesmo que ela nunca fosse aparecer na câmera. “Isso é ridículo”, disse Johansson, explodindo em sua risada gutural . “Talvez eu usasse um pouco de batom, mas eu acho que ele estava apenas aliviado por eu não estar de pijama . Joaquin e Spike vinham trabalhar de pijama sempre.”

Estranhamente, antes de Jonze, nenhum diretor ou animador tinham tirado vantagem da voz de Johansson. “Na verdade, eu visitei a Pixar, na esperança de que eles fossem me usar para um desenho animado”, disse Johansson. “Eles não me usaram. Eu estava madura para a colheita! O que aconteceu?” Ela fez uma pausa. “Agora eles têm que me dar um desenho animado! Eu só deixei eles de lado.” De uma forma não-neurótica isso é raro para uma atriz (ou para alguém que importe ) , ela não tem medo ou ansiedade de se aventurar em um novo território; ela é extremamente pró-ativa.

“As pessoas estavam surpresas que eu quis interpretar uma personagem de quadrinhos,” Johansson disse. “Mas eu amei Homem de Ferro, e eu me encontrei com a Marvel para ver o que era possível. Eu tinha feito a minha pesquisa, e a personagem da Viúva Negra ressoou em mim. Ela é obscura e tem enfrentado a morte tantas vezes que ela tenha uma perspectiva profunda sobre o valor da vida. Na sequência, você aprende mais sobre o seu triste passado.” Johansson seria boa em falar sobre uma clássica heroína de épica complexidade. “Eu penso nela dessa maneira. A Viúva Negra é um super-herói, mas ela também é humana. Ela é pequena mas é forte. é difícil não admirá-la.” Johansson riu, talvez or achar que ela estava descrevendo a si mesma. “Ela dá um grande soco.” Johansson disse assim que se virou para verificar sua filha, que dormia por perto. “Todos nós tentamos lutar contra as forças do mal. Como a Viúva Negra, você tem que continuar tentando. O desafio está sempre lá.”


Confira as fotos do ensaio fotográfico:

Wmagazine01  Wmagazine02  Wmagazine03

 

 

Fonte: W Magazine

Traduzido por: Scarlett Johansson Brasil