O site We Got This Covered publicou um rumor de que a atriz Scarlett Johansson supostamente assinou contrato para mais filmes do Universo Cinematográfico Marvel.

Confira a tradução da matéria feita pela equipe do SJBR:

Fãs passaram boa parte da década exigindo que a Natasha Romanoff de Scarlett Johansson estrelasse seu próprio filme solo, e enquanto eles finalmente tiveram seu pedido ouvido, eles tiveram que esperar que ela fosse morta em Vingadores: Ultimato para que isso acontecesse, e a espera se tornou ainda maior com o adiamento de Viúva Negra devido à pandemia do Coronavírus.

Nós estamos atualmente no meio do maior gap entre dois filmes do Universo Marvel, e quando Viúva Negra finalmente chegar, não há dúvidas que o público vai aparecer para dar seu último adeus a uma das iniciantes da fase um. É esperado que a Yelena Belova de Florence Pugh assuma o codinome e se torne parte integral da franquia, seguindo o plano do UCM de substituir os seis Vingadores originais, mas isso não necessariamente significa que nós não veremos Scarlett Johansson mais uma vez.

Na verdade, nós ouvimos de nossas fontes – as mesmas que nos disseram que O Falcão e o Soldado Invernal seria adiado e que o Treinador seria o vilão principal em Viúva Negra – que a atriz supostamente chegou em um acordo para retornar ao UCM no futuro. Segundo nossos dados, com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura preparado para introduzir realidades alternativas e novas linhas do tempo no UCM, qualquer um que tenha morrido está agora tecnicamente apto para voltar a filmes futuros, incluindo Johansson.

Apesar de ser uma grande falta de comprometimento por parte da Marvel de matá-la, lhe dar um filme solo e então trazê-la de volta de qualquer forma, a Viúva Negra é suficientemente popular para a vasta maioria dos fãs nem sequer se importar com isso se ela aparecesse como parte do multiverso via uma versão alternativa da personagem. Além disso, nos contaram que flashbacks também são uma possibilidade, mas de qualquer forma, nossas fontes dizem que Johansson definitivamente voltará para o UCM em algum momento após seu filme solo.

Ontem, 28/07, ocorreu uma conferência de investidores da empresa IMAX, e de acordo com Brett Hariss, que trabalha na empresa como vice-presidente sênior das relações de investimento, Viúva Negra, que foi adiado para novembro devido à pandemia de COVID-19, será IMAX DNA.

Em outras palavras, o filme tem, mais especificamente, 30 minutos de cenas gravadas com câmeras IMAX, o que significa uma proporção de tela consideravelmente maior nesses momentos, resultando em uma experiência mais imersiva. A duração dessas cenas pode ser explicada pelo alto preço da gravação com esse tipo de câmera.

Viúva Negra está previsto para ser lançado aqui no Brasil em 30 de outubro, uma semana antes dos Estados Unidos, que assistirá ao filme em 5 de novembro.

Hoje, 14 de junho de 2020, é a data de lançamento do mais novo livro de Colin Jost, apresentador do Saturday Night Live e atual noivo da atriz Scarlett Johansson. O livro se chama A Very Punchable Face (em português, Um Rosto Bastante Socável).

Nós do Scarlett Johansson Brasil compramos o livro na pré-venda e fizemos esta postagem contendo todas vezes nas quais Scarlett Johansson foi citada no livro, confira:

Alguns de vocês me conhecem do Saturday Night Live, onde eu tenho sido escritor chefe e co-âncora do Weekend Update (as fake news verdadeiras) pelos últimos seis anos.

Alguns de vocês me conhecem da revista OK!, onde eu estou em um tapete vermelho próximo à minha noiva muito mais famosa.

Eu estou sempre feliz quando eu não tenho tempo para pensar ou planejar algo relacionado ao futuro. Se eu estou no palco e alguém grita algo da plateia e eu só tenho que reagir, é aí que eu fico o mais confortável. Ou quando eu acordo na manhã seguinte próximo à minha futura esposa e nós podemos conversar e fazer piadas enquanto eu ainda estou meio sonolento e ainda não paralisado pelos meus próprios pensamentos.

Eu recebi oito esquetes no programa no meu primeiro ano, incluindo uma abertura cold open e uma paródia do My Super Sweet Sixteen da MTV, estrelando a anfitriã de primeira viagem Scarlett Johansson. Ela tinha acabado de fazer vinte anos e eu tinha vinte e três, mas em termos de status e maturidade, ela estava aqui [coloca a mão acima da cabeça] e eu estava aqui [coloca a mão quase tocando no chão].

Ela diz que lembra de me achar “fofo”, mas eu sei como era a minha aparência e essa não era a palavra que eu teria usado. (“Desgrenhado” teria sido generoso. “Desleixado”, mais preciso.)

Eu lembro dela estando bonita, inteligente, doce, e intimidantemente sofisticada. E ela tinha uma graça e um sorriso que eu ainda nunca vi em nenhum outro humano.

A única linha que eu lembro da esquete é quando a personagem malcriada da Scarlett diz: “Essa festa está literalmente pior que o Holocausto.”

Aquele foi o meu soneto Shakespeariano para a mulher pela qual um dia eu iria me apaixonar.

CAPÍTULO: Okay, então talvez eu tenha cagado nas calças algumas vezes.

Nota: Por favor, sinta-se livre para pular esse capítulo se você for: minha noiva, meus pais, meus avós, todos os meus parentes mais velhos (acima de trinta anos), […]

Scarlett e eu estávamos perambulando pelas ruas de Paris depois de um romântico jantar senegalês, seguido de uma saideira de três piña coladas. Foi o tipo de noite que te faz pensar: eu espero que tenha um banheiro no lobby. […]

Eu falo para a Scarlett: “Nós vamos levar a bicicleta para o nosso quarto de hotel” e ela diz: “Não, a gente não vai!”. E eu digo: “Ótimo contraponto.” […]

Scarlett então grava um vídeo de mim voltando para ela sem nenhuma bicicleta e um sorriso tristonho no meu rosto. Ela pergunta: “Para onde foi a bicicleta?” e eu digo: “Oh, nenhum lugar em especial.”

Então ela caminha até o “canteiro de obras” onde eu joguei a bicicleta e diz: “Ei… você sabe que esse é o Musée d’Orsay, né?”
Há uma movimentação. E então nós dois começamos a correr de volta para o nosso hotel.
Na manhã seguinte, a polícia bateu na nossa porta e ficamos absolutamente imóveis até que eles foram embora. Não saímos da sala por mais cinco horas e perdemos quase um dia inteiro de nossas férias em Paris.

Eu sentirei falta do SNL de uma maneira profundamente espiritual, porque é a coisa com a qual eu mais me importei pelos últimos quinze anos. Tem sido minha inteira identidade e a grande maioria da minha carreira. Foi como encontrei a maioria dos meus amigos, todos os meus inimigos, e a minha futura esposa.

Além disso, meu escritório se tornou um armário para tudo o que Scarlett se recusa a manter em nosso apartamento.

Uma das primeiras vezes que eu encontrei a Scarlett, como parte de uma série de comerciais bregas de Long Island nos quais eu trabalhei com Fred Armisen chamados “Colunas de Mármore”, “Fontes de Porcelana” e “Bustos de Cerâmica”.
Scarlett e eu no casamento do nosso amigo em Wyoming. Segundos depois, a gente foi atacado por lobos.

RECONHECIMENTOS

[…]

E finalmente, obrigado à Scarlett por ser minha primeira leitora e por sempre me proteger dos meus piores instintos. Lembra daquela máscara tribal mexicana que eu tentei usar na nossa sala de estar? Obrigado por me impedir de fazer aquilo.

Trechos retirados diretamente do livro “A Very Punchable Face”.

Scarlett foi entrevistada pela revista sul-africana Essentials para a edição de Junho deste ano. Confira a tradução:

Scarlett Johansson, atriz vencedora de prêmios, fala sobre interpretar personagens femininas complexas, criar sua filha e co-parentalidade depois de um divórcio.

A atriz Scarlett Johansson, 35, tem tido um ano e tanto, ser nomeada para dois prêmios da Academia por seus papeis em História de Um Casamento e Jojo Rabbit. Agora ela está de volta nas telonas reprisando seu papel como a Viúva Negra, personagem da Marvel, no filme independente da famosa heroína.

A atriz ficou conhecida como uma atriz mirim quando tinha apenas 13 anos. Um de seus primeiros papeis foi como Grace MacLean em O Encantador de Cavalos – um drama dirigido por Robert Redford. Uma gêmea, e a segunda mais jovem de cinco irmãos, Scarlett cresceu em Nova Iorque com sua pai dinamarquês e arquiteto e sua mãe, Melanie, que tornou-se a empresária de Scarlett logo cedo na carreira da atriz.

Scarlett vive em Nova Iorque com seu noivo, o comediante Colin Jost, e sua filha de cinco anos, Rose, fruto de seu casamento anterior com Romain Dauriac.

Eu me separei do meu ex-marido quando minha filha era muito pequena. Se a Rose um dia me perguntar por que não estou mais com o pai dela, eu vou dizer: ‘Nós estamos melhores como amigos. Quando a gente era um casal, não era tão legal e a gente brigava. Agora, nós somos amigos.’

Nós nos comunicamos melhor e ainda podemos amar nossa filha separadamente. Eu quero que minha filha saiba que o nosso divórcio não muda como nos sentimos sobre ela.

Eu cresci sabendo que eu queria ser uma atriz e ser parte daquele mundo. Eu sempre tive uma grande imaginação e amava assistir a filmes. O que é engraçado é que, quando criança, todo mundo achava que eu tinha uma voz estranha que era profunda e rouca demais para alguém da minha idade. As pessoas achavam que eu estava resfriada. Mas acabou que isso virou uma vantagem para quando eu comecei a fazer audições para filmes – a maioria dos agentes de elenco amava minha voz.

Eu não tenho certeza se a minha filha realmente entende o que eu faço da vida. Filme ainda é um conceito um pouco abstrato para ela. Quando eu fiz a voz da Kaa em Mogli, eu pensei que seria um pouco demais para ela assimilar – a voz da mamãe saindo de uma cobra. A maior parte do tempo, eu quero mostrar a ela que a mãe dela é uma mulher independente que trabalha duro em um trabalho que ela ama. Eu acho que isso é importante.

Sim, eu sei dar alguns socos. Mas eu não gostaria de ser etiquetada como ‘‘estrela de filmes de ação’’. Em termos de treinamento de cenas de lutas e com armas, eu sou tipo uma veterana. E eu amo essas cenas – você sai completamente energizada e acelerada. Eu me considero um pouco fodona mas, se alguém realmente fosse me abordar no meio da rua para brigar, eu provavelmente esqueceria de tudo que aprendi e correria.

A desigualdade de gênero continua sendo uma força motora na nossa sociedade. Eu participei de diversas marchas por igualdade e direitos iguais, porque é algo pelo qual nós devemos continuar a lutar. Nós precisamos apoiar umas as outras, apoiar mulheres e lutar a boa luta. Eu continuarei fazendo isso o quanto eu puder. Eu sempre darei meu apoio.

Eu não percebi quando completei 30 anos. Eu estava ansiosa para isso mas, quando aconteceu, passou como um borrão. Tantas outras coisas estavam acontecendo que eu meio que perdi isso. Mas, eu me sinto, sim, diferente de quando eu estava na casa dos 20. Não tem como negar isso.

Eu não quero ser mais a ingênua – e francamente, eu não acho que eu consigo me livrar disso. Eu mal posso esperar para interpretar mulheres, não jovens mulheres ou meninas. Mas mulheres, mulheres reais. Eu acho que há mais oportunidade de aprender sobre você nesse campo do que em outro.

Um dos meus sonhos é ter uma vinha em algum lugar. Sabe, com uma fazenda orgânica onde nós podemos comer comida ‘‘fresca-da-fazenda’’ e tal. É meio que um desejo bem piegas, mas eu acho que amaria.

Eu amo animais – em alguns dias, mais que pessoas. Eu tenho um chihuahua e ela é completamente parte da família. Ao crescer, nós sempre tivemos pets em casa. A única coisa é, eu não gosto muito de pássaros. Eu olho para eles, mas não consigo segura-los. São as asas batendo, eu acho.

Meu senso fashion é bem racional. Eu gosto de roupas que são bem feitas e irão durar por um bom tempo. Eu não diria que eu aprendi qualquer coisa sobre moda desde que entrei na indústria cinematográfica – eu gosto de roupas e de revistas de moda, mas eu não sou a das tendências.

Fazer um álbum de música foi fantástico. Eu gravei um lá em 2007 e eu amaria fazer de novo. A experiência foi incrível; não só viver com a música que eu amo todo dia, mas também trabalhar com músicos tão maravilhosos. Nós tivemos toda uma pequena comuna criativa. Eu também amaria dirigir algum dia – eu quero dirigir desde que eu era pequena. Eu lembro de fazer O Encantador de Cavalos, olhar para Robert Redford e pensar: ‘Eu quero trabalho daquele cara.’

Veja Scarlett Johansson em Viúva Negra, nos cinemas em breve; e em Marriage Story, disponível para stream na Netflix.


Watch This oferece recomendações de filmes inspirados por novos lançamentos, estreias, eventos, ou ocasionalmente apenas o que vier na telha. Essa semana: Com Viúva Negra adiado, nós olharemos de volta para as melhores performances de Scarlett Johansson.

Ela (2013)

Muitos atores, desde Elizabeth Taylor até Charlize Theron ganharam reconhecimento por tirar o apelo superficial de seus glamoures hollywoodianos. É o outro lado da obsessão nojenta e infinita pela beleza feminina: Seguindo o clichê, se você quer ganhar prêmios de Melhor Atriz, se torne feia. Mas como dizer que você entregou um bom desempenho sem um corpo para ser exposto nas telas? Negada de sequer mesmo um avatar, Scarlett Johansson faz exatamente isso em Ela, uma meditação melancólica da solidão, amor e tecnologia, criada por Spike Jonze. Como Samantha, uma I.A., assistente de um sistema operacional de computadores, Johansson passa o filme inteiro como uma voz sem corpo, sua personagem é transmitida por completo por meio da sua alta voz rouca. É uma das performances mais completas e comoventes de toda sua filmografia; longe de alguns papeis, este ilumina seu talento, demonstrando como ela brilha mesmo em um dos papeis mais limitantes possíveis.

É claro que o filme ser um dos melhores do século XXI ajuda. O que soou um tanto bobo na teoria se tornou devastador na pratica, o que é meio que a especialidade de Jonze. Joaquin Phoenix é Theodore Twombly, um futuro divorciado, escritor de cartas em um cubículo de uma futura Los Angeles, que desenvolve um forte laço com a assistente tipo Alexa ou Siri, de seu novo sistema operacional. Samantha, como ele a chama, o ajuda a reganhar confiança e um desempenho mais positivo, enquanto ele a ajuda a descobrir as emoções (suas próprias inclusas) e um conhecimento mais firme sobre a humanidade e sua cultura. Eventualmente, o relacionamento dos dois se transforma em um romance, começando com um encontro tarde da noite que seria como uma variação digital de sexo por telefone.

Perto de fazer uma década, Ela ainda se mostra um passo a frente do nosso mundo, mesmo com os avanços tecnológicos continuando a acelerar. Quase todos os aspectos do filme são superlativos, desde o design de produção muito criativo e sutil (imaginando um futuro próximo muito plausível) até um elenco de apoio magnifico. (Para nomear um dos floreios idiossincráticos, mas poderosamente inovadores, que ajudam Ela a se destacar, o diretor de fotografia, Hoyte van Hoytema, eliminou quase por completo a cor azul da paleta de cores do filme, alegando que ela já foi muito utilizada na ficção cientifica e pareceria muito legal para este material.) Mas mesmo assim, nenhuma dessas manobras artísticas importaria se o relacionamento principal não funcionasse. O par romântico é um sucesso, pois ambos os atores se submeteram por completo na ideia de um amor não orgânico, e trouxeram Theodore e Samantha a vida com uma real profundidade.

Isso é uma vitória especialmente impressionante para Johansson. Com nada além de suas cordas vocais, ela criou uma personagem completa e tridimensional, dando uma forma muito humana para sua origem literalmente inumana. Quando Samantha está aprendendo sobre comportamentos básicos e graças sociais, seus difíceis momentos de descobertas são ressaltados pelo riso gostoso e autoconsciente de Johansson. Quando a I.A. está apontando os jeitos óbvios que suas habilidades vão muito além do que o próprio Theodore consegue entender, sua amorosa paciência e até mesmo humildade a tornam muito relacionável, ao ponto que o público pode adotar tanto o ponto de vista de Samantha como o de Theodore. Mesmo o fim – no qual Samantha se atualiza para um ponto além da compatibilidade humana e realiza uma decisão muito complicada – é carregadíssimo de emoção, enquanto um ser além da nossa compreensão consegue compreender o peso e a dor causada por sua decisão.

É claro que Johansson traz algo para o papel que muitos, talvez a maioria, dos atores não traria, ou simplesmente não conseguiriam. (A história da longa produção confirma essa suspeita: o filme inteiro foi gravado a principio com Samantha Morton no papel, apenas para Jonze escalar Johansson durante o processo de edição, os dois trabalharam juntos por quatro meses em cenas novas e retrabalhadas com Phoenix.) Como Samantha, Johansson literalmente cria algo do nada, invocando uma personalidade de um conjunto de uns e zeros, e no processo, dá vida a uma história de amor dentro das circunstancias mais improváveis. Raramente um ator fez isso, ainda mais com tão pouco.

Disponibilidade: Ela está disponível para streaming na Globo Play e para aluguel no NOW.

Tradução e adaptação: Equipe Scarlett Johansson Brasil.

Fonte: Watch This.

Não muito longe de sua casa em Nova Iorque, num dia ensolarado no começo de Março, Scarlett Johansson chega para seu photoshoot da Paradedepois de deixar sua filha de cinco anos, Rose, na escola. (Essa entrevista e o photoshoot ocorreram antes da quarentena do novo Corona Vírus.) Um pouco mais tarde, ela pegará Rose e voltará para seu apartamento que ela também compartilha com seu noivo, co-escritor do Saturday Night Live e co-âncora do Weekend Update, Colin Jost.

Ah, é basicamente um dia da semana qualquer (quando esses dias eram possíveis, há apenas seis semanas atrás), apesar de “qualquer” é relativo quando você é uma aclamada, mundialmente renomada atriz, e seu novo filme Viúva Negra, está se moldando para ser um hit.

De fato, com todo respeito a um de seus heróis do Baseball – do seu amado New York Yankees, o superstar Derek Jeter – Johansson é a que está entregando grandes hits hoje em dia. Aos 35, a antiga atriz mirim é a mulher mais bem paga das bilheterias no mundo, tendo trazido mais de 14 bilhões de dólares em ingressos. Ela se provou mestre em comédia (Sing – Quem Canta Seus Males Espanta), ação (Lucy) e dramas dignos de prêmios (sua impressionante dupla indicação ao Oscar de 2019 com História de um Casamento Jojo Rabbit). E ela fez tudo isso enquanto ganhava uma legião de fãs como a antiga agente russa da KGB que virou Vingadora, a Viúva Negra em sete filmes da Marvel. Com Viúva Negra, ela finalmente pode estrelar seu próprio filme.

Nascida em Nova Iorque

Crescendo no agitado e boêmio bairro de Manhattan, Greenwich Village com três irmãos (incluindo um irmão gêmeo, Hunter), Johansson foi exposta à cultura e ao ativismo já quando jovem, pela sua mãe, Melanie, uma dona de casa com ancestralidade judia da Europa Central, e seu pai, Karsten, um arquiteto nascido na Dinamarca. “Eu estava muito atenta a respeito da importância de ser um membro ativo da sociedade e ser politicamente ativa e socialmente consciente,” ela se lembra, adicionando que sua avó fazia parte de “todas as associações de inquilinos e bairros. Eu costumava ir com ela para essas reuniões.” Hunter, ela diz, começou uma organização que fornece painéis solares para estações de primeiros socorros.

Johansson diz com uma ponta de melancolia que sua mãe, pai e irmãos há muito tempo se mudaram do apartamento que uma vez guardou tantas memórias, sonhos e esperanças. “É a casa de infância de outra pessoa agora,” ela diz. Mas ela deixa claro para Rose qual é a casa toda vez que elas passam em frente. “Um dos maiores privilégios de criar seus filhos onde você cresceu é que você pode fazer coisas e ver coisas que você fez quando era criança.” 

Quando não existe a quarentena, as duas fazem de tudo juntas, desde visitar o zoológico do Bronxaté ir para os parquinhos no Central Park e ver as Rockettes no Radio City Music Hall. (O pai de Rose é o ex-marido de Johansson, executivo de marketing francês Romain Dauriac.)

Febre Yankee

A paixão acionada quando jovem e que dura até hoje. Era um problema que sua família não seguia o mesmo time? Nem um pouco. A jovem Scarlett Johansson era determinada a viver o sonho de… ser uma fã do New York Yankees.

“Eles estavam arrasando quando eu estava no Ensino Médio,” a atriz diz sobre os campeões do World Series de 1998 até 2000. “Eles tinham esse time incrível só com estrelas.” 

Então, enquanto seus avós, pais e irmãos eram loucos pela rival New York Mets, Johansson e seu então namorado regularmente iam para jogos dos Yankees no Bronx, onde ela torcia pelo seu jogador favorito, Derek Jeter. “Eu o amava,” ela se lembra. “Eu mantinha a carta dele na minha carteira!”

Infelizmente, o noivo de Johansson tem uma obsessão hard-core com, pasmem, o New York Mets. “É um assunto sombrio,” ela diz, chacoalhando a cabeça. “Ele só me disse que preferia ver o [Boston] Red Sox vencer que o Yankees. Tipo, QUÊ?! Eu disse que eu ia apenas ignorar isso.”

A Louca da Atuação

Enquanto criança, Johansson amava ver filmes antigos de Hollywood, incluindo os clássicos da Judy Garland, musicais de Rodgers e Hammerstein e fantasias da Disney, como Operação Cupido de 1961 (que, aliás, ela acabou de mostrar para sua filha pela primeira vez). “Eu sumia nesses filmes e me tornava esses personagens,” ela diz. Sua mãe a inscreveu para audições para comerciais que nunca foram ao ar. Ah, claro, ela foi escalada para Esqueceram de Mim 3 em 1997 e para O Encantador de Cavaloscom Robert Redford, em 1998, mas nenhum dos dois foi de grande importância para alavancar sua carreira artística. “Desde muito criança, eu fui constantemente rejeitada,” ela diz. “Quando as pessoas começam a me pedir conselhos, eu sempre digo para ficar de mente aberta, porque nunca se sabe.”

A determinada adolescente agarrou papeis em três filmes de 2001 (incluindo o bem recebido GhostWorld – Aprendendo a Viver), tudo enquanto freqüentava a escola de Crianças Profissionais e cuidadosamente fazia toda sua tarefa de casa. Mesmo assim, ela insistia que não estava fixada em sua fama. “Eu nunca estive presa entre ser uma atriz ou ser uma adolescente,” ela conta. “Eu tinha um vida social e amigos, e fazia filmes, e essas duas coisas nunca competiram uma com a outra.” Ajudava que sua mãe, que acompanhava ela aos sets, a mantinha de castigo: “Ela era minha mãe antes de tudo, e isso fazia a diferença.” (Johansson também conta que sua filha Rose, ainda não expressou desejo por atuar, mas ela deixaria se quisesse.)

Ela trabalhou muito duro por tanto tempo que ela nunca experimentou um momento de “Eu consegui!” Isso inclui a explosão da febre Scarlett em 2003, quando suas performances no romance Encontros e Desencontros e o drama Moça com Brinco de Perola levaram a atriz a uma dupla indicação ao Globo de Ouro, quando Johansson tinha apenas 19 anos. “Eu nunca senti que eu estava arrasando, sabe?” ela diz. “Eu nunca imaginei ter outra carreira, mas definitivamente tiveram momentos que eu pensei em tentar outra coisa dentro da indústria.”

A atriz admite livremente que ela não foi a primeira opção para interpretar a Viúva Negra. Ao dizer isso, conta que teve um “maravilhoso” encontro com Jon Favreau, o diretor de Homem de Ferro 2, “e eu estava tão animada para trabalhar com ele que eu disse ‘Se isso não funcionar, eu sou uma atriz, então me ligue a qualquer momento.’” Depois da atriz original (Emily Blunt) teve de recuar por motivos de agenda, Johansson entrou no papel. “A melhor ligação que você pode receber é quando você é rejeitada para algo mas depois consegue,” ela conta. “Você aprecia mais. Eu basicamente fiz minha carreira em cima de ser a segunda opção.”

Se tornando uma Heroína

Seu papel como Viúva Negra acabou sendo – nas palavras dela – uma mudança em sua vida. “Quando nós fizemos Homem de Ferro 2 eu não sabia se o publico iria gostar da minha interpretação da personagem,” ela conta. Mas ela sabia que era parte de algo especial durante a produção de Os Vingadores (2012) quando os seis Vingadores originais – Viúva Negra, Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Gavião Arqueiro e o Hulk – estavam em um circulo na cidade de NY, prontos para a batalha. “É a icônica cena de herói,” ela diz. “Nós estávamos todos pensando, Isso é loucura! porque esses mundos estavam se juntando. Nós ainda estamos processando o impacto que esses filmes tiveram.”

Situado depois dos eventos de Capitão América: Guerra Civil¸ de 2016, o novo filme encontra a Viúva Negra (Natasha Romanoff) em Budapeste revisitando seu passado complicado. O papel serve como uma salva de aplausos para Johansson, que foi introduzida na personagem em 2010 e ainda sim teve de esperar uma década inteira para um filme solo. Mas, de sua perspectiva como a estrela e co-produtora executiva do filme, o timing foi ideal. “É um filme sobre auto perdão e aceitar decisões que foram feitas por você. É muito mais profundo que qualquer coisa que tenhamos feito antes.”

O elenco inclui novatos da Marvel: Rachel Weisz, David Harbour (Stranger Things) e a indicada ao Oscar por Adoráveis Mulheres, Florence Pugh como colegas espiões. “Eles não são família, pois [Natasha] não tem família, mas eles foram designados a cumprir papeis familiares,” Johansson conta, notando que a personagem de Pugh é como uma irmã. Quando questionada sobre rumores que Tony Stark/Homem de Ferro de Robert Downey Jr. retornaria nesse filme, que se situa antes da morte do personagem em Ultimato, ela apenas sorri. (Peça com gentileza e ela pode te mostrar a tatuagem de “A” que ela tem no seu bíceps direito e também está no corpo de 4 de seus colegas de elenco após Ultimato no ano passado.)

A Seguir… Casamento?

Depois de Rose ir dormir nas noites de sábado, Johansson tenta ficar acordada para assistir Saturday Night Live. Ela conheceu seu futuro noivo – Jost é um nativo da Staten Island – no set de SNL em 2010 durante uma de suas seis passagens pelo programa. “O que vocês vêem é o que você ganha com ele,” ela diz. “Ele é muito otimista, fácil de lidar, engraçado, gentil, e essas são as características que mais me atraem nele.” Eles começaram como amigos e iniciaram o namoro em 2017. “É tão engraçado ter uma relação longa com alguém e então o status do relacionamento mudar,” ela adiciona. Jost realizou o pedido de casamento em 2019, e o impressionante anel de diamante castanho claro de 11 quilates está orgulhosamente à vista em sua mão esquerda.

Existe uma data de casamento no futuro? Sempre a atriz responde “Sem comentários” com uma risada profunda. Mas ela menciona seu monologo no SNL em dezembro, quando ela abraçou seu noivo e o chamou de amor de sua vida. “Sua avó perguntou se ele escreveu essa parte para ela dizer!” ela conta. “E ele falou, ‘Não vó. ’”

Uma vez que eles estiverem prontos com seus comprometimentos de trabalho, o casal vai tirar um tempo de folga. Johansson está supostamente sendo cotada para interpretar a meretriz Audrey em uma nova adaptação para o cinema do musical A Pequena Loja dos Horrores. Ou talvez, ela irá dirigir um projeto. Ou realizar outro trabalho como produtora executiva.

Ou talvez ela vá apenas aproveitar sua vida.

“Eu estou tão acostumada a sempre estar indo, indo e indo,” ela diz. “Eu não tenho tempo de assimilar tudo porque estou sempre indo para o próximo projeto. Ao ficar mais velha, eu tentei me tornar melhor em parar e apreciar. Eu sou a que conta para os meus amigos que um monte de coisas maravilhosas está acontecendo. Eu deveria realmente fazer isso para mim mesma.” 

De Frente com Scarlett

Filme que estou assistindo

“Eu finalmente assisti Uncut Gems [de Adam Sandler]. Mas eu assisti antes de dormir e tive muita ansiedade. Eu amei The Peanut ButterFalcon também.”

Livro que estou lendo

Três Mulheres de Lisa Taddeo. [A diretora de Viúva Negra] Cate Shortland recomendou e é fantástico.”

Série que eu estou maratonando

90 Dias Para Casar.

Série de TV favorita na infância 

“Eu amo todos os shows na Nick at Nite, como I Love Lucy, The Mary Tyler Moore Show Taxi.”

Crush adolescente

“Patrick Swayze era meu tudo. Outro dia nós estávamos assistindo TV e um comercial apareceu para Point Break e eu fiquei tipo, ‘Ahhhhh tão bom! ’”

Talento secreto

“Eu sou muito boa na cozinha. Eu consigo ir até a geladeira e fazer uma refeição com o que tiver nela.”

Memória da Parade

“Nós costumávamos comprar impressa em casa. Era uma das poucas revistas que tínhamos. Tipo, era essa e Car and Driver do meu pai.”

Poder de um super herói

“Eu tenho um problema elétrico estranho. Algo como um interruptor ou um controle remoto vai quebrar se eu colocar minha mão nele. É um tipo de erro comigo.”

Tradução e adaptação: Equipe Scarlett Johansson Brasil.

Fonte: Parade Magazine.