O New York Times divulgou uma lista com os 10 melhores atores do ano e Scarlett aparece por seu brilhantismo em Marriage Story. Confira:

Lados são o caminho do divórcio. Cada parceiro vai para um, e então todo mundo tem que escolher. Portanto de que lado Marriage Story está? Parece que do Charlie. Adam Dricer interpreta ele com tanto charme enrolado que você talvez ignore seu egoísmo (ele é um venerado diretor do centro da cidade) e falha em perceber a Nicole, a atriz que está saindo de suas sombras.

Ela emerge, na primeira cena, da escuridão para a luz, e então inunda a montagem com os atributos que Charlie acha mais adoráveis. Minutos depois, ela está enfiada em um escritório de um mediador, irada. Seus olhos estão molhados e preocupantemente pequenos. Ela não quer ser a garota dos sonhos daquela montagem. E a única maneira de resolver isso é desanuviando.

Interpretando Nicole, Scarlett Johansson talvez tenha a tarefa de atuação mais difícil do ano. Ela tem que observar e absorver enquanto Driver ferve, Laura Dern declama, Ray Liotta vaza unção e Julie Hagerty furta tudo o que pega. Mas a combinação da firmeza emocional e incerteza pessoal de Johansson é o coração desse filme.

Em algum ponto, Nicole visita o confortável, arranha-céu, escritório de advocacia da guerreira de divórcio de Los Angeles de Dern, que se inclina e tudo mas sussura, “O que nós vamos fazer é contar a sua história.” E então por uns 10 minutos, Johansson perambula pelo escritório, em reflexão, exclamação, exalação, lágrimas. Contando. Enfim. Johansson não é creditada o suficiente por ser uma boa falante em filmes; por Woody Allen, em “Scoop” e “Vicky Cristina Barcelona”, e em um filme como “Her” de Spike Jonze, onde seu doce alto é a voz de um sistema operacional inteiro. Mas dar idioma a anos de esperança inexpressada e exasperação naquele escritório de advocacia é a fala mais maravilhosa, mais humana que Johansson já fez.

Johansson está interpretando uma mulher cuja certeza, durante anos, foi dividida por segundas intenções conjugais, pela grandeza emocional de Charlie (e Driver). O que resta é tristeza, cansaço, indignação e auto-redescoberta. Talvez seja preciso uma segunda observação para descobrir que a racionalidade de Nicole (e de Johansson) obvia esse conceito como lados. Mas este é um filme de divórcio; e se está nos levando para ameias, eu estou na dela. — Wesley Morris

Confira a lista completa com todos os atores aqui.

Scarlett Johansson conseguiu mais duas indicações nesta temporada de premiações, desta vez foram do Critics’ Choice Awards. História de Um Casamento e Jojo Rabbit também receberam indicações (8 e 7, respectivamente). Confira as indicações dos dois filmes que Scarlett atua:

MELHOR FILME

  • 1917
  • Ford v Ferrari
  • The Irishman
  • Jojo Rabbit
  • Joker
  • Little Women
  • Marriage Story
  • Once Upon a Time… in Hollywood
  • Parasite
  • Uncut Gems

MELHOR ATOR

  • Antonio Banderas – Pain and Glory
  • Robert De Niro – The Irishman
  • Leonardo DiCaprio – Once Upon a Time… in Hollywood
  • Adam Driver – Marriage Story
  • Eddie Murphy – Dolemite Is My Name
  • Joaquin Phoenix – Joker
  • Adam Sandler – Uncut Gems

MELHOR ATRIZ

  • Awkwafina – The Farewell
  • Cynthia Erivo – Harriet
  • Scarlett Johansson – Marriage Story
  • Lupita Nyong’o – Us
  • Saoirse Ronan – Little Women
  • Charlize Theron – Bombshell
  • Renée Zellweger – Judy

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Laura Dern – Marriage Story
  • Scarlett Johansson – Jojo Rabbit
  • Jennifer Lopez – Hustlers
  • Florence Pugh – Little Women
  • Margot Robbie – Bombshell
  • Zhao Shuzhen  – The Farewell

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM

  • Julia Butters – Once Upon a Time… in Hollywood
  • Roman Griffin Davis – Jojo Rabbit
  • Noah Jupe – Honey Boy
  • Thomasin McKenzie – Jojo Rabbit
  • Shahadi Wright Joseph – Us
  • Archie Yates – Jojo Rabbit

MELHOR ELENCO

  • Bombshell
  • The Irishman
  • Knives Out
  • Little Women
  • Marriage Story
  • Once Upon a Time… in Hollywood
  • Parasite

MELHOR DIRETOR

  • Noah Baumbach – Marriage Story
  • Greta Gerwig – Little Women
  • Bong Joon Ho – Parasite
  • Sam Mendes – 1917
  • Josh Safdie e Benny Safdie – Uncut Gems
  • Martin Scorsese – The Irishman
  • Quentin Tarantino – Once Upon a Time… in Hollywood

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

  • Noah Baumbach – Marriage Story
  • Rian Johnson – Knives Out
  • Bong Joon Ho e Han Jin Won – Parasite
  • Quentin Tarantino – Once Upon a Time… in Hollywood
  • Lulu Wang – The Farewell

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

  • Greta Gerwig – Little Women
  • Noah Harpster e Micah Fitzerman-Blue – A Beautiful Day in the Neighborhood
  • Anthony McCarten – The Two Popes
  • Todd Phillips & Scott Silver – Joker
  • Taika Waititi – Jojo Rabbit
  • Steven Zaillian  – The Irishman

MELHOR COMÉDIA

  • Booksmart
  • Dolemite Is My Name
  • The Farewell
  • Knives Out
  • Jojo Rabbit

MELHOR TRILHA SONORA

  • Michael Abels – Us 
  • Alexandre Desplat – Little Women
  • Hildur Guðnadóttir – Joker
  • Randy Newman – Marriage Story
  • Thomas Newman – 1917
  • Robbie Robertson – The Irishman

A premiação acontecerá no dia 12 de janeiro e a lista completa de indicados pode ser vista aqui.

A lista anual de indicados para o Globo de Ouro 2020 foi publicada nesta segunda, 09, e Scarlett foi uma das indicadas.

Johansson é uma das nomeadas para acategoria de Melhor Atriz (Drama).

“Fazer ‘Marriage Story’ com Noah Baumbach e o nosso incrível elenco foi um dos pontos altos da minha carreira. A indicação desta manhã pela HFPA é uma maneira bonita de celebrarmos o trabalho que nós fizemos juntos.”

Scarlett para a Variety sobre sua indicação

Marriage Story recebeu seis indicações:

  • Melhor Roteiro (Noah Baumbach)
  • Melhor Trilha Sonora Original (Randy Newman)
  • Melhor Atriz (Scarlett Johansson)
  • Melhor Ator (Adam Driver)
  • Melhor Atriz Coadjuvante (Laura Dern)
  • Melhor Filme (Drama)

Jojo Rabbit, de Waititi, recebeu duas indicações:

  • Melhor Filme (Comédia ou Musical)
  • Melhor Ator (Comédia ou Musical) (Roman Griffin Davis)

A premiação acontecerá em 5 de janeiro de 2020.

O filme do momento: “História de Casamento”, desde a semana passada no cinema e a partir de 6 de dezembro na Netflix. Não se deixe enganar pelo título: “História de Um Casamento” não é um drama cheio de romance, mas os pequenos e grandes aborrecimentos que separam o casal Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver). O diretor Noah Baumbach (‘A Lula e a Baleia’) encontrou inspiração em seu divórcio da atriz Jennifer Jason Leigh, e Johansson também não precisou procurar muito a inspiração, porque seu segundo casamento, com um jornalista francês, também deu errado.

Scarlett Johansson: Marquei uma consulta com Noah antes mesmo de ele começar o cenário. Entrei na sala, pedi um copo de vinho branco e comecei a reclamar do meu casamento. Noah levantou-se e disse: “Engraçado, você está falando sobre isso!”

Quando você termina com alguém, começa a duvidar de si mesma. “Quem sou eu? O que eu fiz de errado? Como devo continuar?”, foi exatamente por isso que achei tão curioso trabalhar em “História de Um casamento”.

Entrevistador: Eu esperava ao longo do filme que tudo ficaria bem entre vocês dois.

Johansson: Muitos amigos e parentes me disseram que ficaram emocionados com o amor que o casal ainda sente um pelo outro, apesar das discussões. “História de Um Casamento” não é necessariamente um filme amargo. Acho que muitas vezes olhamos negativamente para os relacionamentos passados. Duas pessoas que se dedicam há muito tempo, isso não é sempre bom, independentemente do resultado?

Entrevistador: Nicole se mudou de Los Angeles para Nova York para mudar sua imagem de estrela adolescente. Lá ela conhece Charlie. Onde isso dá errado?

Johansson: Nicole quer ser levada a sério como atriz e Charlie é um diretor de sucesso em Manhattan. É assim que eles se encontram, mas é também isso que os separa. Nicole sente falta de sua casa e tem dificuldade em viver à sombra do marido. Há muita gente no filme. Na época dos meus vinte anos, tive a sensação de que sempre fui retratada de maneira hipersexual. Eu tive que lutar por um longo tempo para me livrar dessa imagem.

Entrevistador: Scarlett Johansson se joga tão profundamente que a fronteira entre ator e personagem parece dissolver-se”, escreveu nosso(s) cineasta(s) em sua crítica.

Johansson: Essa é a conquista de Noah. Ele veste seus atores com tanta força que eles começam a fazer coisas incomuns. Sou muito grato a ele por isso, mas foi realmente difícil (risos).

Entrevista traduzida do site Humo.

O novo drama da Netflix é um olhar mais sério sobre duas pessoas divorciadas que tentam continuar amigas.

Tem uma inevitabilidade em ‘Marriage Story’, um sentimento, algo como a gravidade: abrangente e firme, fácil de esquecer que está lá, pois repele lentamente em vez de atrair. Talvez por causa do script e da direção intimistas do diretor Noah Baumbach, que, apesar do assunto doloroso, faz funcionar como uma comédia romântica. Há um diálogo rico, cheio de duplo sentido e história implícita, que é entregue com tanta energia que é realmente uma pena que está a serviço de pessoas se separando e não se unindo. As camadas dos diálogos se sobrepõem e se subpõem, entregues num ritmo fácil de pessoas que se conhecem intimimamente. A câmera se aproxima e nós temos que vê-los olharem um para o outro de formas que as palavras falham em descrever.

No início de ‘Marriage Story’, a relação já acabou. Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver) Barber estão a procura de um mediador um tempo depois da decisão de se separarem, expressando um desejo de negociar a transição de separar suas vidas de forma amigável e perturbar o menos possível a vida do filho deles, Henry. Eles são avisados de quão hostil o processo pode ser então querem se salvaguardar da toxicidade que normalmente vem com o divórcio. Eles decidem por não terem advogados. Todas essas noções bem-intencionadas acabam desmoronando quando Nicole e Charlie, em busca de um fechamento, se divorciam e sucumbem à animosidade e suspeita que o sistema jurídico é construído para ter. Charlie, um diretor de teatro, lentamente percebe que Nicole, uma atriz, quer deixar Nova Iorque com o filho deles e recomeçar em Los Angeles.

‘Marriage Story’ não é necessariamente uma tragédia sobre relacionamentos; é sobre o longo processo legal que chamamos de divórcio e como ele pode envenenar quaisquer nobres intenções que as partes envolvidas têm de continuarem amigavelmente. “Esse sistema recompensa mal comportamento”, a advogada Nora Fanshaw (Laura Dern, mantendo quase toda sua energia de Big Little Lies) diz para Nicole num certo ponto. “No final do processo”, o advogado de Charlie, Jay Marotta (Ray Liotta, a perfeita antítese para Dern), diz a ele, “você irá me odiar”.

Não há como ser descrito quão bons Driver e Johansson são como os Barbers. Enquanto ‘Marriage Story’ é sobre divórcio, ele não é consumido por isso. Ao contrário, ele desliza entre tons e modos, exatamente como as pessoas durante os momentos mais sombrios de suas vidas. Os Barbers são engraçados, irônicos, carinhosos e cheios de um profundo e inexpressivel amor e desdém. Cada um oferece monólogos longos e vívidos para outros personagens, enquanto vagam por uma sala, deixam o quadro ou começam a cantar. Uma briga muda o quadro e a simpatia de um lado para o outro, enquanto Charlie e Nicole vasculham sua história em comum para que queixas sejam usadas como armas, algumas mais devastadoras que outras.

‘Marriage Story não é um filme sem alegria. É inteligente e espirituoso, com várias piadas sobre a Califórnia, graças à tensão bi-costeira de seu par central. Também co-estrelou Wallace Shawn (Vizzini em ‘A Princesa Prometida’). Ele não é extremamente importante para a história, mas toda vez que o vi na tela, foi difícil não dizer “inconcebível!” (Honestamente, é uma boa resposta para alguns de seus comportamentos nesse filme). Julie Hagerty e Merritt Wever, que respectivamente atuam como a mãe de Nicole e a sua irmã Cassie, são frequentemente hilárias enquanto lidam com a sua responsabilidade familiar de dar suporte à Nicole, apesar do enorme carinho pelo Charlie.

Um dos maiores sucessos de ‘Marriage Story’ está na sua simplicidade. Não é uma história para fazer você mudar seu pensamento sobre relacionamentos ou casamento. Ele luta pela honestidade, mesmo que seja clichê. Charlie e Nicole lidam com as mesmas coisas que os casais em incontáveis relacionamentos aprendem da maneira mais difícil, como a forma como todos as discussões são as mesmas e de maneiras diferentes, como o equilíbrio entre a satisfação de cada parceiro deve ser cuidadosamente pensado e como os problemas que podem causar o fim estão todos lá no começo.

A esperança de ‘Marriage Story’, portanto, não é até que a morte os separe. Pelo contrário, é a dignidade de qualquer bom final, um que lhe dê a clareza de entender o significado de tudo que veio antes dele.

Review traduzida do The Verge, escrita por Joshua Rivera.

Quando minha mãe assistiu ao filme, ela disse: “Você não é mais uma criança, mas sim uma mulher”.

Scarlett Johansson está no topo da lista das atrizes mais vencedoras do mundo. No personagem ‘Viúva Negra’ do Universo Cinematográfico da Marvel, a famosa atriz agora está se preparando para encontrar o público com dois filmes independentes. “História de Um Casamento” da Netflix será lançado em 6 de dezembro. “Jojo Rabbit”, que ganhou o grande prêmio no Toronto Film Festival, será lançado em 31 de janeiro de 2020. Barbaros Tapan se encontrou com a famosa estrela em Los Angeles, discutindo seus novos filmes, seu relacionamento com seu noivo, o famoso comediante Colin Jost e a visão de Martin Scorsese sobre filmes da Marvel.

Quando entramos na temporada de premiação, os dois novos filmes estão recebendo boas reações. O que afeta as escolhas que você faz durante sua carreira?

Faço isso há 25 anos. Eu já passei por muitos negócios. Tive decepções e tive surpresas. Alguns de meus projetos eram muito populares e alguns de meus trabalhos não produziram os resultados esperados. Eu tive maus momentos e bons tempos. Eu tenho lutado com as grandes ondas dessa profissão por muitos anos. Eu costumava ter medo do tamanho das ondas que encontrei. Eu pensava que elas iriam me engolir.

Agora…

Agora percebo que as ondas que eu temia acabaram por se estabelecer. Embora algumas ondas tenham diminuído, novas começam a se formar. Meu namorado é um entusiasta do surf, ele diz que você precisa fazer o que quiser enquanto navega. É o que eu faço. Deixo de lado o medo das ondas, liberando minha carreira.

Como isso te afetou?

Não posso descrever os efeitos com exemplos específicos. Porque tive momentos de emoção e desespero. Eu pensei que estava transformando minha carreira por tantos anos. Agora estou experimentando o resultado dessa transformação.

Depois de assistir Marriage Story, minha mãe me ligou. “Você conseguiu, aconteceu. Você não é mais criança, é uma mulher.” Obrigada, mãe! É bom que minha mãe sinta a mesma coisa durante esse período da minha carreira, ou que essas coisas aconteçam nesse período da minha carreira.

Em uma entrevista em uma revista, você disse que estava pensando em trabalhar nos bastidores. Como você faria filmes?

Algumas diretoras fazem um trabalho que me fascina. Como por exemplo, Boy Honey Boy, de Alma Har’el, é um filme muito, muito bom. Alguns anos atrás, Chloe Zhao também fez The Rider. Era um trabalho que eu admirava. Eu amo histórias que contam emoções complexas.

Podemos dizer filmes de arte?

Podemos dizer filmes de arte, filmes independentes…

Ser mãe afetou sua vida profissional?

Sua mãe cresce mais quando você é mãe. Ela vai amar alguém em infinita capacidade. Quando me tornei mãe pela primeira vez na minha vida, senti que poderia fazer qualquer coisa por outro ser. Eu queria dar tudo o que tinha para esse ser. Estes são sentimentos importantes para um ator. Eu nunca interpretei uma mãe antes. Desempenhei o papel de mãe consecutivamente em Jojo Rabbit e Marriage Story. Foi bom desenhar o personagem a partir da minha própria experiência de maternidade.

Seu noivo é Colin Jost, o comediante que conhecemos no Saturday Night Live. Depois do seu relacionamento com ele, você começou a se sentir mais próxima da comédia?

Se Colin escrever minha comédia, posso me sentir mais confortável e segura. (Risos) Além da piada, Colin é um ótimo escritor de comédia. Eu me sinto mais perto da comédia… Um tipo muito diferente. Se eu encontrar uma história de comédia bem escrita que me impressione, eu adoraria interpretar. Mas isso é muito raro. Um bom roteiro de comédia é um dos mais raros. Se você encontrar uma boa história, poderá enviá-la para mim. (Risos) Eu tenho uma empresa de produção. Boas comédias, histórias que procuramos, mas não conseguimos encontrar.

Como é ter alguém com um forte senso de humor em sua vida?

Pessoas engraçadas sempre estiveram na minha vida. Meus pais são pessoas engraçadas. Meu irmão é um homem muito engraçado. Por causa da minha família, sempre prestei atenção ao senso de humor em meus parceiros e o humor foi o que mais me atraiu em um homem.

Seu noivo é engraçado em casa ou ele tem uma personalidade completamente diferente?

Colin é frequentemente o que aparece na tela.

Ele pensa rápido, é rápido, confortável e subestima a vida. Engraçado em casa. Ele gosta de rir. Temos uma casa cheia de riso, rimos…

Martin Scorsese disse que filmes da Marvel “não são cinema”. O que você gostaria de dizer sobre a perspectiva de Scorsese?

Há espaço para todos os tipos de filmes. Especialmente agora que plataformas digitais foram adicionadas. Nosso campo foi expandido. Há espaço para todos… Ele mesmo fez um filme para a Netflix. Ele aproveitou a mudança de tecnologia no setor, abraçou-a e contou sua história. Eu não sei. Parece um ponto de vista antiquado.

Depois dos filmes de bilheteria, você está na frente de dois filmes independentes. Isso foi algo que você planejou?

Foi assim que aconteceu. Filmamos “Infinity War” e “Endgame” juntos. As filmagens levaram 10 meses. Eu estava sendo entrevistada pelo Noah para “História de Um Casamento” enquanto filmava “Avergers “. Noah estava escrevendo. Ouvi falar de Jojo Rabbit graças a Chris Hemsworth. Nosso diretor e roteirista Taika Waititi trabalha com Chris na série “Thor”. Filmamos o filme há dois anos, mas agora foi lançado. Taika perde tempo com seu trabalho, não se apressa …

Por um lado, blockbusters, por outro lado, produções independentes. Ambos atendem às suas necessidades de forma criativa, não é? Todos os filmes que fiz são satisfatórios. Filmes grandes ou pequenos, independentes ou de bilheteria, bem-sucedidos ou que não obtêm o resultado que queríamos… Eu tiro todos eles por certas razões. Um aspecto certamente me satisfaz. Não entreguei minha carreira a um arquiteto, aprendo enquanto trabalho.

“História de casamento” será exibido no Netflix em 6 de dezembro. Noah Baumbach escreveu e dirigiu o filme. A narração dele, a sua performance e a do Adam Driver são bastante impressionantes… Você pode falar mais sobre o filme?

Obrigado. Vou contar a história do ponto de vista da minha própria personagem, Nicole… Nicole é uma mulher que toma decisões e se sacrifica pelos sonhos do marido, mas não vê o retorno delas.
Em momento algum, ele pensa em seus sonhos.
Ele fica infeliz, triste e com raiva. Nada parece ficção no filme.
História muito real, muito sincera e complicada. Ele descreve as dimensões do relacionamento de diferentes maneiras. Todas as relações são complicadas e nosso filme as descreve.

A entrevista foi traduzida do site turco Kelebek.