Talvez tenhamos que esperar um pouco mais que o planejado para vê-lo, mas Viúva Negra continua pronto para iniciar a próxima fase do Universo Cinematográfico da Marvel, enquanto mergulha no passado de uma personagem crucial…

UM PROBLEMA DE FAMÍLIA

“Esse filme sempre esteve em discussão,” insiste Scarlett Johansson. “Nós só nunca soubemos o que ele seria. Esse filme seria tão diferente se nós tivéssemos o feito 10 anos atrás.” O filme solo da Natasha Romanoff, a Viúva Negra, esteve vindo por muito tempo. E a espera, infelizmente, acabou de ficar um pouquinho maior, quando Viúva Negra se tornou um dos muitos filmes que abdicaram do seu lançamento no primeiro semestre de 2020 para uma data ainda a ser confirmada [confirmada agora para dia 6 de novembro de 2020] por conta da pandemia do novo Corona Vírus (toda essa entrevista foi realizada antes do adiamento da data de estréia.)

Mas, de todas as peças desse gigante, e em constante expansão, quebra-cabeça que é o Universo Cinematográfico da Marvel, Viúva Negra parece ideal para resistir a um atraso. Como o primeiro filme na fase 4 do UCM, ele sucede Homem-Aranha: Longe de Casa e vem seguindo o fio do maior hit das bilheterias, Vingadores: Ultimato, que foi a culminação dos 22 filmes da Saga do Infinito, a série de filmes que mudou o cinema, quando heróis que estrelaram seus filmes solo se uniram para enfrentar a sempre crescente ameaça de um gigante genocida, Thanos. Ultimato também foi o filme que assistiu Natasha realizar o supremo sacrifício, dando sua vida pela Jóia da Alma em Vormir.

Sua morte significa que, necessariamente, este super aguardado filme solo é uma prequela. Situado entre a gigante fratura dos super heróis, Capitão América: Guerra Civil e da estréia de Thanos Vingadores: Guerra InfinitaViúva Negra vai cavar fundo no passado da russa Nat, aparentemente focando no desenvolvimento da personagem a cima de estender a franquia. E a super espiã assassina que virou vingadora tem muita história a ser descoberta, dado seu treinamento na Sala Vermelha, o programa das Viúvas, seu tempo em Budapeste, e todo aquele vermelho em sua conta.

“Eu acho que desde o início quando nós começamos a falar sobre fazer esse filme solo, não tinha porquê fazê-lo a não ser que nós conseguíssemos cavar profundamente e sermos corajosos para ir até alguns lugares,” continua Johansson. “Tendo atuado nessa personagem por uma década, eu queria ter certeza que isso soaria artística e criativamente recompensador pra mim e para os fãs.”

Em suma, não vá esperando uma direta história de origem para a mais elusiva personagem do UCM, que teve sua estréia em Homem de Ferro 2 (2010) antes de aparecer em mais sete filmes futuros. “Ela tem uma história de fundo tão rica,” diz o presidente do Marvel Studios Kevin Feige. “Nós demos dicas ao longo de todos os outros filmes. Mas nós a abordamos em uma maneira completamente inesperada. Ela passou por muitas coisas o tempo inteiro – no meio das vezes que a vimos em outros filmes – várias dessas que serão surpreendentes para o público.”

Um dos pilares do sucesso do UCM tem sido sua habilidade de adaptar seus personagens em surpreendentes escolhas de gênero, como um suspense paranóico (Capitão América: O Soldado Invernal), filme de assalto (Homem-Formiga), comédia de ensino médio (Homem-Aranha: De Volta ao Lar) e fantasia espacial psicodélica (Thor: Ragnarok), Viúva Negra, mais uma vez, irá explorar outro formato inesperado.

“Um dos aspectos do filme é família,” explica Johansson. “O que é família? Como isso nos define? Como nosso passado nos define? Como nossa família- qualquer que seja a definição que nós a damos- moldam quem nós somos, pro bem ou pro mal?” Natasha, a Vingadora rebelde, vai se encontrar em uma missão bem inesperada… um drama familiar. 

“Eu acho que parte da genialidade de Kevin Feige é que ele sempre pensa sobre o que os fãs esperam desses filmes e depois lhes dá algo que eles nunca nem sonhariam,” completa Johansson. “A idéia de Natasha Romanoff em um drama familiar é a coisa menos esperada possível, e eu tive que bater muito a cabeça sobre o que isso seria, porque é uma mudança muito drástica.”

Lutando com a minha família

Não vá esperando um drama qualquer cheio de realismo, no entanto. Nós estamos falando da família de Natasha Romanoff. Um grupo seleto de espiões, toda sua ‘família’ tem alguma ligação com a Sala Vermelha, lugar onde ocorreu o treinamento de Natasha (como mostrado em um flashback em Vingadores: Era de Ultron). Essa família inclui sua ‘mana’, Yelena Belova (Florence Pugh), Melina Vostokoff (Rachel Weisz) e Alexei, o Guardião Vermelho (David Harbour).

Da maneira que Johansson descreve, Natasha e Yelena são uma dupla completamente diferente. “Natasha é super pragmática, enquanto Yelena é só emoção, tudo solto por aí,” ela diz. “Foi maravilhoso poder fazer essas cenas com a Florence porque ela é uma atriz tão incrível – brincalhona e cheia de alma. Foi muito fácil me conectar com ela.”

“Uma das partes mais legais sobre interpretar a Yelena é sobre quão complexa e frágil ela é, para alguém que tem certeza do que faz,” adiciona Pugh. “Ela sabe muito bem agir dentro das áreas que foi treinada, mas ela não tem idéia de como viver como um ser humano. Ela é uma arma letal, mas ao mesmo tempo também é uma criança. Essa é uma de suas melhores características.”

A figura materna Melina tem uma longa conexão com a Sala Vermelha, tendo passado pelo programa das Viúvas quatro vezes. “Melina é basicamente uma Viúva da primeira geração,” diz Johansson sobre a personagem de Weisz. “Ela passou por todas as coisas que a Natasha passou, em uma maneira de quem de algum jeito é ainda mais desumanizador.”

Alexei, de David Harbour, é, de acordo com Johansson, “uma espécie de figura paterna… [Natasha] tem um relacionamento contencioso com ele. Eu acho que em vários aspectos ela é como uma primogênita em sua visão. Ele tem várias expectativas para como ela deve viver.” Alexei – como insinuado por seu capacete e intimidador codinome – é uma espécie de resposta russa para o estadunidense Capitão América. “Enquanto os estadunidenses estavam criando seu herói, os russos estavam desenvolvendo o Guardião Vermelho,” diz a estrela de Stranger Things Harbour.“O problema foi que ele não se tornou tão famoso quanto o Capitão América, e isso é a maior tragédia de sua vida. Ele se sente muito subestimado.”

O que move essa reunião de família é um inimigo comum: um mascarado e armado com um arco e flecha assassino que responde por Treinador, e também tem uma conexão com a o programa das Viúvas. “Ele comanda a Sala Vermelha… elas estão manipuladas,” diz Yelena no trailer, dando a entender que o treinador tem um exército de Viúvas em seu comando.

“Natasha tem que tentar fugir desse formidável inimigo, mas ela está fora de seu jogo,” diz Johansson, “especialmente quando ela começa a enfrentar o estilo de luta do Treinador. Nós estamos acostumados com a Natasha sempre dando um jeito.”

O modo de luta consigo-fazer-tudo-que-você-faz do Treinador mostra ele imitando as habilidades dos oponentes. “Ele tem essa habilidade chamada reflexos fotográficos – então se ele luta com você uma vez ele conseguirá emular seu estilo,” explica o produtor executivo Brad Winderbaum. “Os truques da Natasha podem funcionar em um primeiro embate, mas no round dois e três ele sabe de todos eles e ela tem que se virar pra inventar algo novo.”

Se tornando grande

Na tradição da Marvel, Viúva Negra é dirigida por uma escolha um tanto inconvencional. A diretora australiana Cate Shortland (a quem Scarlett se refere como “nossa destemida líder”) é mais conhecida por seus dramas como Somersault Lore. “As coisas dela são tão profundas e moldam o personagem,” se entusiasma Johansson. “Só de saber que eu a tinha, que nós duas poderíamos construir essa personagem juntas, eu sabia que nós faríamos um trabalho ótimo.”

“Eu acho que o que é empolgante sobre esse filme é que nós estamos brincando com as expectativas do público,” diz Shortland. “Nós estamos explorando partes da Natasha que o público não faz nem idéia que existe. Nós exploramos sua família, amor e paixão, e você consegue ver todas essas facetas dela que nós nunca vimos antes.”

Assim como diz Kevin Feige, “[Cate] percebeu que ela poderia contar uma história muito pessoal e fazer algo muito especial nas telonas.” E isso é um filme de telonas. Filmado por mais de 87 dias percorrendo o Reino Unido, Noruega, Budapeste, Marrocos e Atlanta, Viúva Negra não foi uma produção pequena, com enormes sets, envolvendo mergulhos no céu, perseguições em motos e combates mão a mão.

Dado que Scarlett Johansson tem que segurar tudo isso em seus fortes ombros, é uma coisa positiva que ela tenha tido um treinamento de uma década sobre como lidar com essa personagem.

“Eu por sorte estava em um lugar no qual eu sentia que eu estava mais forte que nunca e que meu corpo tinha essa espécie de memória física e muscular,” diz Scarlett. “E eu sinto, que tipo, que estou atuando nessa personagem por dez anos, eu estive trabalhando para chegar nesse ponto. Eu estou mais velha agora, e as coisas doem um pouco mais e por um pouco mais de tempo. Mas eu definitivamente me sinto em um momento que eu estou muito mais capaz do que eu estava em 2009.”

Além do previamente mencionado mergulho no céu e da sequência de perseguição em Budapeste, Johansson tem expectativas altas para as cenas de ação nesse filme. “Eu provavelmente sou tendenciosa,” ela admite, “mas eu acho que nós temos umas das melhores cenas de ação de todo o UCM. Elas são o local de fala da Natasha. É uma parte muito importante para contar a história e entender onde a Nat está mentalmente em cada cena. Ela não tem nenhum super poder, então vem tudo dela… É chocante o tanto de dublês que nós tivemos no set em qualquer momento. O poder dessas mulheres todas na mesma sala é algo que eu nunca tinha visto antes. Foi incrível estar rodeada por todas essas mulheres fodas e poder jogar baixo e sujo com elas.”

Apesar de toda essa ação foda, Viúva Negra promete enriquecer a vida da personagem cujo destino nós já conhecemos, adicionando contextos valiosos para sua luta com seu parceiro de longa data Gavião Arqueiro, para decidir quem iria se sacrificar em Vormir. “Em Vingadores: Ultimato, nós vimos Natasha chegar a um momento de sua vida em que ela poderia fazer esse último sacrifício para um bem maior,” diz o co-produtor Brian Chapek. “Agora nós queremos contar a história de quem ela é como um ser humano e o que levou ela a ser capaz de realizar essa decisão heróica.”

Como diz a própria Johansson, “Eu realmente sinto como se nós tivéssemos a oportunidade para se curar e entender o porquê da Natasha decidir se sacrificar em Ultimato, e de onde veio isso. Nós talvez conseguiremos acreditar que ela encontrou paz nos seus assuntos mal resolvidos que ela tem lutado…” Natasha finalmente resolvendo seus problemas inacabados e limpando todo o vermelho de sua conta? Parece-me que vale a pena a espera.

“Nós temos assuntos inacabados,” diz a Viúva Negra no trailer do seu tão aguardado filme solo. Durante sua carreira nos quadrinhos de 56 anos como uma espiã, vilã, anti heroína, heroína, assassina e mais, Natasha Romanoff protagonizou diversas mudanças – lavagem cerebral, memória apagada, auto reinvenção, morta, clonada, zumbificada e mais em uma série de plot-twists. Além de seu conjunto de habilidades extremamente adaptáveis, o sentimento de que existe mais nela do que ela mesmo saiba ajuda a explicar sua longevidade: ela é praticamente feita de negócios inacabados.

Se você quer se confundir em assuntos relacionados à Viúva, Marvel teve uma personagem com o pseudônimo de Viúva Negra em 1940, seu nome real, Claire Voyant. Ela era telepática, mas isso é outra história. Apresentada na capa como uma “maravilhosa nova ameaça” Viúva Negra debutou propriamente em Tales of Suspense #52 em 1964, sob a criação de Stan Lee, Don Rico e Don Heck. Com a missão de ajudar seu companheiro Boris Turgenov assassinar o ex cientista soviético Professor Vanko, Madame Natasha era uma desonesta e não fantasiada super espiã russa. Além de infiltrar as Indústrias Stark (uma passagem bem desenvolvida em Homem de Ferro 2) ela não fazia muita coisa no inicio, apenas ataques sorrateiros com intenções maldosas. Mas ela é uma agente sagaz da Guerra Fria, capaz de transformar qualquer situação para sua vantagem.

Depois de seu encontro com o Homem de Ferro, ela continuou sua carreira como uma anti heroína que era dubitavelmente definida por suas relações com homens. Por um tempo, a “amável, brilhante, perigosa” Viúva estava envolvida com um apaixonado Gavião Arqueiro, naquela época um artista de circo suspeito de atividades criminosas. Quando os sentimentos de Natasha por Clint Barton fizeram com que ela duvidasse de sua lealdade, agentes russos realizaram nela uma lavagem cerebral. Em 1965, os russos também lhe deram uma fantasia que faria qualquer um querer desertar: uma meia arrastão com um maiô, com uma mascara ocular que pareciam óculos de vó. Felizmente ela também se armou com diversos equipamentos também.

Capitã Rússia

Romanoff era flutuante neste período. Depois de desertar, ela foi baleada diversas vezes pela KGB e seqüestrada pelo Quarto Vermelho. Ela lutou contra os Vingadores junto com o Espadachim e o Power Man, até que se juntou aos heróis mais poderosos a fim de ajudar a derrotar os racistas Filhos da Serpente, os Ultróides dentre outros.

Algumas semi certezas emergiram, sujeitas a perspectivas aprimoradas ao longo da vida dela. O nome dela é Natalia Alianova Romanova, ou Natasha Romanoff, nos EUA. Nascida em 1928 de pais desconhecidos, ela se tornou órfã quando os soldados nazistas atacaram Stalingrado em 1942mas foi salva pelo soldado russo Ivan Petrovich, que se tornou uma figura paterna para Nat. Em um momento, Petrovich a despachou para a KGB e seu programa de treinamento de Viúvas Negras, também chamado de Quarto Vermelho. Além de receber falsas memórias de aulas de balé, lhe foi garantido uma não usual longevidade, “super” força, um forte sistema imunológico e habilidades de cura, devido aos efeitos do soro do super soldado. Na formatura, ela também ganhou o codinome de Viúva Negra.

Romanoff era casada com o piloto Alexei Shostakov por um período, apesar de seu aparente assassinato ter cristalizado sua dedicação a seu país. Começando com seu reaparecimento como Guardião Vermelho, as subseqüentes e repetidas refusas de Alexei de permanecer morto se mostraram bem traumáticas à Natasha. Em outras histórias dos quadrinhos, ela foi treinada por Bucky ‘Soldado Invernal’ Barnes e Wolverine: Bucky era um amante, Logan um protetor.

Fugindo com o diabo

Uma grande auto reinvenção chegou em 1970. Jurando “apagar todo e qualquer vestígio” de seu “passado amaldiçoado”, Natasha vestiu seu traje preto, talvez inspirada por uma vingadora diferente, a Emma Peel da TV. O novo traje acompanhava o veneno do ferrão da Viúva e uma “teia” para se balançar por ai, além de outros adereços. Como um recente escritor da Viúva escreveu, “Naquele momento, eu acho que isso elevou a Viúva Negra a um ícone.” Junto com os Inumanos ela alcançou o status de co-personagem titular na história Amazing Adventures em 1971, lutando contra vilões fantasiados por oito edições seguidas até que novos laços amorosos apareceram.

As conexões de Romanoff com um vigilante cego Matt Murdock – Demolidor – começaram quando ela se tornou uma vigilante em Nova York. Em várias ocasiões, a Viúva e o Demônio de Hell’s Kitchen ajudaram os Vingadores e se separaram dos Vingadores; a Viúva não era uma jogadora de equipe. A dupla eventualmente se mudou para SanFrancisco depois de Matt terminar com sua amante Karen Page, e se uniu a bandidos de batalha como El Jaguar – dentre outros.

Você quase consegue ouvir os quadrinhos rangerem enquanto a Marvel tenta acomodar o feminismo. Quem sabia que o Murdock poderia ser um homem das cavernas? Quando ele bate na bunda dela, ela o chama de “machista chauvinista”; em outros lugares, ele pede pra ela “escorregar em algo quase ilegal” para uma festa. Em certo sentido, a Viúva Negra se tornou um recorde na luta vacilante da Marvel para evoluir. Ela logo seguiu caminho solo mais uma vez, felizmente. Menos felizmente, ela se tornou uma designer de moda por certo tempo.

Apesar de ainda demorar a estrelar outra história título na Marvel, Natasha se rejuntou com os Vingadores, sofreu com os efeitos das torturas da HYDRA, e readotou a antiga identidade de uma professora chamada Natasha Rushman. Ela também se tornou a líder dos Campeões de Los Angeles, com o Homem de Gelo, Anjo, Darkstar, Motoqueiro Fantasma e Hercules – amante de curta duração da Viúva Negra.

Depois de outros desentendimentos com super poderosos, Nat foi freelancer para os Vingadores e para a S.H.I.E.L.D., até que o escritor Frank Miller engenhou uma reunião problemática com o Demolidor. Juntos, eles enfrentaram a organização de ninjas malvados, o Tentáculo; Natasha morreu, apesar de ser revivida pelo aluno do sensei Stick, Stone, do grupo de ninjas do bem, a Casta. Tensões românticas surgiram entre Natasha e as amantes do Matt, Karen Page e Heather Glenn. Depois, ela teve que salvar um bebê de Matt, que acreditava que a menina era o Anticristo. Erro honesto.

Espelho Negro

Em outros trabalhos como freelancer, ela falhou em uma tentativa de assassinar Nick Fury; destruiu um Modelo de Vida Artificial (um clone robô, na essência) de Alexei, criado por agentes russos; batalhou o programa psicológico da KGB; e confrontou os Vingadores. Em uma história crucial, Natasha enfrentou e trocou de rostos com Yelena Belova, outra Viúva Negra. Depois de um período de aposentadoria, a história Widow’s Hunt de Richard K. Morgan trouxe Romanoff de volta à ação, incluindo diversos aspectos – implantes de memória, aprimoramentos biotecnológicos – da sua história na Sala Vermelha. Em outro surto do seu passado, ela batalhou Vindiktor: seu irmão, há muito tempo dado como morto.

Como uma Vingadora, Natasha enfrentou Ultron e os Skrulls, e apoiou o Ato de Registro dos Super-Heróis. Ela também ganhou um suspense de espionagem estilo-Bourne em Homecoming de Richard K. Morgan. Mas a Viúva Negra como conhecemos nas telonas foi melhor estabelecida nos quadrinhos em Deadly Origin (2009) de Paul Cornell, o qual interrogou o passado estilhaçado de Natasha. “Quando você vai achar alguém completo para ser?” perguntou a ela Ivan.

Ela não tem pressa aparentemente. A história de Romanoff mais uma vez sofreu um plot twist no arco de evento Guerras Secretas, quando ela revisita uma missão de matar uma família. No arco do Império Secreto, ela morre, quando o escudo de um Capitão América do mal quebra seu pescoço. (Graças a deus pelas silenciosas iniciativas de clonagem…). Em outro lugar, Viúvas de um universo alternativo incluíam a monstruosa, assassina de crianças, versão do Universo Supremo da Terra-1610. Na edição Marvel 1602 de Neil Gaiman (super-heróis a frente de seu tempo), ela é a “mulher mais perigosa da Europa”, até ser assassinada pelo Conde Sinistro.

Depois de um tempo como um zumbi, Romanoff foi vista recentemente como uma super violenta, clone de volta dos mortos em No Restraints Play, uma brutal e sem limites virada na história da Viúva, dos gêmeos Jen e Sylvia Soska. Quais são as chances do UCM adaptar uma história em que Natasha mata os envolvidos em um esquema de tortura de crianças? Muito pouca, certamente. Mas uma coisa é certa: mesmo depois de sua morte, a história da Natasha ainda não está pronta para acabar.


Tradução e Adaptação: Scarlett Johansson Brasil.

Na quarta, 29, o site FullCircleCinema publicou um artigo no qual diz que Scarlett Johansson recebeu uma proposta para atuar na nova adaptação do filme “Little Shop of Horrors: como Audrey, interesse romântico do personagem principal, Seymour Krelborn.

Ainda segundo o site, o ator Taron Egerton, de Rocketman e Sing, está tendo conversas para estrelar no longa, como Seymour. Billy Porter também é citado como possível escolha para dar voz a Audrey II, a conhecida planta carnívora do rapaz.

Little Shop of Horrors é originalmente um filme de comédia, sua primeira versão, em 1960, não possuía números musicais. Já em 1982, ganhou uma versão como uma peça de teatro e a última vez que foi adaptado para o cinema foi em 1986.

A mais nova adaptação foi anunciada em 2016 e ainda não possui data de lançamento definida.

Scarlett Johansson está tendo o tipo de ano que, mesmo nos sonhos mais loucos de um ator, parece absurdamente inacessível. Em junho de 2019, Avengers: Endgame, uma pedra angular no Universo Cinematográfico da Marvel, empurrou Avatar de James Cameron para se tornar o filme de maior bilheteria de todos os tempos, com uma bilheteria mundial de 2,8 bilhões de dólares. Agora, além de entregar um papel coadjuvante como mãe solteira lutando com um filho intolerante nos dias finais da Segunda Guerra Mundial em Jojo Rabbit, de Taika Waititi, nomeado para Melhor Filme Musical ou Comédia, Johansson recebeu algumas das melhores críticas de sua carreira e conquistou sua quinta indicação ao Globo de Ouro, e a primeira desde Match Point, em 2005, por seu trabalho em História de Um Casamento, um complexo e dramático drama de divórcio do escritor e diretor Noah Baumbach.

Johansson interpreta Nicole Barber, uma atriz que se separa de seu marido, diretor de teatro de Nova York, Charlie (Adam Driver). Quando Nicole assume um emprego de piloto de televisão em Los Angeles, o que começa como uma separação amigável de maneiras se torna cada vez mais contenciosa, com o casal traçando linhas duras em uma batalha de custódia bicoestal pelo filho de oito anos de idade.

História de Um Casamento se reuniu para Johansson durante as filmagens combinadas de 10 meses de Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato. Baumbach se aproximou dela no outono de 2017, querendo a atriz de 35 anos especificamente para o papel principal, ao lado de Driver, que já havia aparecido em vários de seus filmes, e sem saber que ela estava se divorciando na vida real, refletiria algumas das explorações temáticas mais significativas do filme. Em vez de se preocupar, isso a deixaria muito crua, no entanto, Johansson se inclinou para o desafio.

“Na verdade, funcionou muito bem porque, enquanto ele escrevia esse roteiro durante esse período, ele me enviava páginas e me contatava”, diz Johansson à Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. “E foi ótimo porque me deu algo para antecipar que eu sabia que seria difícil e desafiador de uma maneira diferente da qual o material dos Vingadores é desafiador – porque isso definitivamente também tem seus próprios desafios.”

“O que finalmente torna este filme tão emocionante, eu acho, é o que resta entre os dois personagens, que é muito amor”, continua ela. “Eu acho que há muita raiva, frustração e decepção que os personagens sentem, e eles têm muito ressentimento por diferentes razões. Meu personagem realmente fez muitas de suas escolhas dependentes de elevar o marido e realizar o sonho dele. Isso lhe deu muita satisfação por um longo tempo, mas em algum momento ela precisou ser retribuída, porque também se sentia vazia e tinha sonhos que queria realizar. E quando não foi correspondido, acho que ela sentiu muita tristeza e ressentimento. Ainda assim, essas pessoas passaram 10 anos juntas e têm um filho lindo que saiu desse amor. Então, acho que enquanto eles entendem que talvez não pertençam mais juntos, não veem necessariamente o casamento como um fracasso. Quero dizer, eles produziram algo incrível juntos, certo? Eles fizeram esse garoto lindo, e agora estão apenas lutando com a co-parentalidade e o que isso significa, e como separar e fazer isso de maneira consciente. Então, sim, é doloroso, mas também acho que a vida pode ser muitas coisas ao mesmo tempo. Quero dizer, tantos momentos dolorosos também são hilariantes, porque a ironia da vida às vezes é tão engraçada. Acho que é algo que Noah sempre fica curioso em seus filmes, e é por isso que acho que ele e eu nos conectamos em um nível criativo – porque vemos o humor também em coisas muito trágicas.”

Johansson estava interessada em uma carreira nas artes desde muito jovem – e uma séria também. Evitando audições comerciais de adolescentes para teatro musical, ela rapidamente se formou para longas-metragens, com papéis em filmes como North, Meninas de Ninguém e, sim, Esqueceram de Mim 3. O drama bem recebido O Encantador de Cavalos, ao lado de Robert Redford, representou um ponto de virada, cimentando o desejo de Johansson de continuar agindo como uma adulta – e também, algum dia, direta. Então, a comédia negra Ghost World – Aprendendo a Viver, de 2001, ao lado de Thora Birch, chamou a atenção que levou a performances premiadas em Moça com Brinco de Pérola, Uma Canção de Amor para Bobby Long e, claro, Encontros e Desencontros, o que prepararia o cenário para ela trabalhar com cineastas consagrados, incluindo Christopher Nolan, Michael Bay, Brian De Palma e três colaborações com Woody Allen.

“Eu continuo a entender meu trabalho em um nível mais profundo à medida que envelheço”, diz Johansson, refletindo sobre esse momento. “Acho que investi mais do que as minhas 10.000 horas e sinto que tenho músculos que ganhei com muito trabalho. Passei muito tempo sem acertar as coisas e (agora eu) sei o que parece certo para mim e tenho mais confiança em meus instintos sobre as coisas. Sinto que me conheço melhor como pessoa, e isso também me ajudou como atriz porque tenho muito mais opções disponíveis para mim emocionalmente. Então, acho que é um trabalho que fica cada vez melhor – para mim, pelo menos.”

E foi criado para um livro de histórias “2019 para Johansson.”

Scarlett Johansson foi entrevistada pela WMagazine para o portfolio de Melhores Perfomances 2020, confira a tradução:

Quando eu tinha 9 anos de idade, trabalhando em um filme chamado Just Cause com Laurence Fishburne, nós estávamos viajando de avião para algum lugar para o filme, e ele me disse, “Você quer ser uma atriz ou quer ser uma estrela do cinema?” Eu não sabia qual era a diferença. Eu achava tipo, você pode ser ambos, certo? E eu percebi então que você precisa se esforçar mais e mais para se levar a lugares desconfortáveis. Se o seu propósito é ser uma estrela do cinema, bem, isso é diferente de atuar.

Ao crescer, você já quis ser uma criança da Disney?

Não, eu queria ser a Judy Garland! Eu assistia a coisas de adulto com muito pouca idade. Eu assisti a Chinatown quando tinha 9. Patrick Swayze era o meu maior crush. Ele ainda é. E David Bowie em Labyrinth. Eles abriram os meus olhos para a sexualidade. Wow! Ambos ficavam incríveis em calças extremamente apertadas.

Você tem uma música preferida no karaokê?

Eu canto uma música do Queen se estiver particularmente mal-humorada. Eu gosto de “Bohemian Rhapsody.”

Você sabe todas as palavras?

Claro! Tá brincando? Eu era uma atriz mirim: eu faço todas as partes.

A lista anual da Variety que elenca as 500 pessoas mais influentes e impactantes na indústria do entretenimento foi divulgada no dia 17 de dezembro e Scarlett foi uma das homenageadas. Confira:

Johansson pode ter parecido uma heroína de ação improvável quando foi escalada na franquia “Avengers” da Marvel, mas como uma atriz multifacetada, ela não apenas tem seu próprio spinoff “Black Widow” chegando, mas a parte final, “Endgame” com quase US$3 bilhões, tornando-se o maior filme de estúdio de todos os tempos e fazendo de Johansson uma das atrizes mais bem pagas do planeta. Polvilhando algumas participações especiais no “SNL” como Ivanka Trump e estrelando a atrevida comédia de 2017 “Rough Night”, ela estrelou nesta temporada de festivais com a sátira de Hitler “Jojo Rabbit” e “Marriage Story” da Netflix, ao lado de Adam Driver. Nascida em Nova Iorque, Johansson recebeu elogios aos 13 anos, estrelando com Robert Redford em “The Horse Whisperer”, de 1998, e depois conquistou o Globo de Ouro por “Lost in Translation”, de 2003.

É a terceira vez seguida que Johansson aparece na lista, desde 2017, na sua primeira edição.

Na quarta-feira, 11, foram anunciados os artistas nomeados para o Screen Actors Guild Awards 2020, e Scarlett recebeu duas indicações por suas atuações em Marriage Story e Jojo Rabbit, respectivamente Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Ademais, Jojo recebeu uma indicação na categoria de Melhor Elenco.

Johansson concedeu uma declaração ao CNN sobre o reconhecimento do seu trabalho pela premiação:

“Eu sinto bastante humildade hoje ao ser reconhecida pela nossa associação a qual compreende os artistas que eu mais admiro”.

O SAG Awards está marcado para acontecer no dia 19 de janeiro de 2020.