Scarlett Johansson mostra os seus superpoderes

De volta no uniforme de couro pela oitava vez em Maio*, a Viúva Negra, a personagem atrevida da Scarlett Johansson finalmente consegue seu próprio filme. Com uns 30 anos na indústria do show business, a atriz de 36 anos foi rapidamente de queridinha do indie para um sucesso de bilheteria e ela agora tem o poder de escalar uma mulher na cadeira de diretor. É o compromisso fanático da Scarlett para com papéis estranhos que faz os fãs estarem com ela. E com a sua própria companhia de produção, ela está livre para fazer com que seu trabalho seja tão rico e tão desafiador quanto ela mesma é.

Pendurada atrás de Scarlett Johansson, que está em casa em Nova Iorque, está uma pintura do artista Lois Dodd, uma vez já descrito como o pintor de janelas mais fomoso dos Estados Unidos. É uma pintura enorme,— dominada por um crepúsculo roxo profundo e uma grande casa de tábuas de madeira, uma janela decorada iluminada de amarelo — pairando sobre a cabeça da Scarlett como uma ideia. “Eu estava pensando que talvez eu pudesse enquadrar como se parecesse que eu estou na pintura,” ela diz. É um desses pensamentos que você tem no meio de uma chamada do Zoom quando se vê, mais uma vez, fixado no canto de uma tela.

Durante o ano passado e seus muitos Zooms, com a excedência de eventos de um lado e a ausência deles estarem acontecendo do outro, Scarlett aprendeu algumas coisas sobre si mesma “Bem, eu nunca passei esse tempo todo sem trabalhar. Nunca. Na minha vida toda.” Ela arregala seus olhos por trás dos grandes óculos pretos “Eu trabalho há 30 anos!”

Ela tem 36.
“É loucura,” ela diz. “É insano. Eu estava com uma barba branca grande que eu acabei de tirar antes disso aqui.”
Você poderia se aposentar, eu sugiro.
“Não é nem aposentadoria antecipada” ela diz, com um pouco de pesar.

A partir de atuação na infância – no off-Broadway interpretando uma criança em Manny & Lo aos 12 anos e em O Encantador de Cavalos aos 14 – sua carreira cresceu exponencialmente e irreprimivelmente, do indie à Marvel. Ela não é o tipo de atriz que, ao conseguir o papel de superheroina, fica na mesmice, fazendo um filme por ano interpretando uma aproximação de si própria. Ao invés disso, ela, de algum jeito, manteve o status de atriz coadjuvante com efeito de blockbuster. Ou, como Soffia Coppola, que dirigiu Lost in Translation, o filme que alavancou a carreira dela para grandes ligas lá em 2003, fala por e-mail, “Ela provou que ela consegue ser um mulherão e também uma atriz respeitada com profundidade e força.”

Ao longo dos seus anos envolvida no universo Marvel, Scarlett revelou maestria no combate corpo a corpo, mas ela também deu à sua personagem, Natasha Romanoff, a Viúva Negra, mistério e humor. “O que é realmente incrível sobre ela como uma atriz é que ela não consegue fingir,” diz Cate Shortland, a diretora de Viúva Negra, o primeiro filme solo da Scarlett da Marvel, previsto para ser lançado em Maio*. “Não tem conversa fiada, ela tem que acreditar naquilo.” Rachel Weisz, sua co-estrela, concorda. “Ela é extremamente talentosa e trabalha duro e é apaixonada pelo seu papel. Ela é decidida, muito focada e clara sobre a história que está contando”

Em retorno, a Marvel deu à Scarlett uma riqueza incompreensível e um poder genuíno. Ela foi a atriz mais rentável de Hollywood em 2018 e 2019 e agora ela carrega o fardo de ser importante: ela consegue fazer com que filmes sejam feitos e pode escolher a dedo seus diretores. (Das 49 diretoras mulheres consideradas para Viúva Negra, a despercebida Cate Shortland ficou entre as três últimas e foi escolhida após conversas com os produtores da Marvel e com a Scarlett, que gostou do seu filme anterior, Lore. “Foi uma conexão,” Shortland diz agora.)

Apesar da Marvel tender a dominar a paisagem, são os outros papéis da Scarlett que revelam sua elasticidade própria como atriz. Ela consegue ir de uma estranhamente amável voz sem corpo (Ela) até uma perturbadora alien assassina (Under The Skin), de uma estrela de filme dos anos 50 de nado sincronizado (Hail, Caesar!), até uma atriz devastada que está se divorciando. Ela busca personagens que contrariem preconcepções – especialmente aqueles relacionados a sua beleza, o tipo que enganou jornalistas homens por décadas – e traz a eles uma química de comprometimento fanático, uma perspicácia não-convencional e uma inteligência sarcástica que de vez em quando se revela em uma perfeita oposição à expressão de olhos arregalados e crédula no rosto dela. Por e-mail , o diretor Noah Baumbach, que escreveu o papel de Nicole em História de Um Casamento especificamente para Scarlett, lembra de momentos no filme “onde nada é falado e o rosto dela diz tudo. É aquela coisa que acontece quando o interno se torna externo. E um close-up pode ser a melhor tomada imaginável.”

Não que tenha havido muita atuação ultimamente. Quando o mundo parou, Scarlett se encontrou “meio confusa,” ela diz. “Eu não sei, eu estava tendo uma experiência extra-corpórea.” Sem um filme para atuar, ela se encontra à deriva, flertando com uma pequena crise existencial. “No começo, eu estava fazendo aquelas besteiras que todo mundo estava fazendo – tipo, eu vou começar a aprender a tocar violão,” ela diz, em um de um número de solilóquios durante a nossa conversa que perpassam uma auto-interrogação sincera e um stand-up. “Enfim. Entre o pânico. E aquele tipo de coisa meio que desapareceu, e eu percebi, na verdade, que eu existo muito bem neste espaço. Percebo que eu não preciso estar em movimento constantemente para sobreviver, acho eu.” Ela pausa. “Eu sempre tive esse medo de que se tudo vai embora, o que vai acontecer comigo? É esse grande medo do desconhecido, e agora eu tenho estado desse jeito por algum tempo, eu percebo, Oh, na verdade, você ainda está viva.” Ela sorri e acrescenta alegremente, “Isso provavelmente vem de um pouco do medo da morte, de qualquer maneira.”

Scarlett cresceu em Nova Iorque, Nova Iorque está na essência dela. Ela agora divide seu tempo entre a cidade e uma casa em Long Island com seu terceiro marido, Colin Jost, o co-escritor principal no Satuday Night Live, e sua filha, Rose, que tem sete anos. Scarlett tem o nome da Rose em um colar de prata que está no seu pescoço e que ela fica mexendo enquanto fala. (O pai da Rose é o jornalista francês Romain Dauriac, segundo marido da Scarlett, do qual ela se divorciou em 2017. Seu primeiro marido foi o ator Ryan Reynolds.) Rose a ajudou a conter a crise induzida pela pandemia. “Eventualmente você tem que aceitar que isso vai levar o tempo que tiver que levar,” Scarlett diz, “e eu tinha que estar lá pela minha filha, obviamente, imediatamente, como todos os pais. Isso te dá uma base.”

Scarlett cresceu sendo a junção mais nova de quatro filhos. Seus pais, Karsten Johansson e Melanie Sloan, tiveram Adrian, Vanessa e então os gêmeos Scarlett e Hunter. Ela é três minutos mais velha que Hunter. “São três minutos muito importantes,” ela diz. “Provavelmente os mais importantes, na verdade.” Scarlett consegue transformar conversas em comédia: piadinhas curtas fluem. (“Ela é muito engraçada,” Weisz diz, “obscena até. Despretensiosa. Sempre fazendo piadas no set.”) Em certo ponto, quando eu uso a expressão “pissed off” e me desculpo pela britaniedade daquilo, ela dá um olhar feroz para a câmera e faz uma oitava com sua voz: “Eu estou familiarizada com o seu tipo.”

Ela dá os créditos da sua perspicácia para o seu pai dinarmaquês, cujo humor também deu origem à vibe da família: irmãos constantemente se provocando, ela e o seu irmão mais velho incitando todo mundo a fazer besteiras. “E claro,” ela diz, “Eu era muito chamativa. Eu organizava competições familiares e shows e festas e restaurantes falsos. Eu amava fazer todo mundo participar daquilo. Eu arengava o Hunter a começar um restaurante, fazer um menu, cobrar as pessoas para pegar coisas da cozinha. Fazer uma competição de ciência. Todo mundo na família tinha que criar um projeto de ciência. E eu acho que isso era antes do Google, então as pessoas realmente tinham que se virar.”

Ela não os deixava descansar: ela queria reações e explosões, casacos brancos, fogos de artifício. Se a Scarlett vai fazer alguma coisa, ela vai fazer. Você pode ver isso no trabalho dela, na maneira que ela interpreta uma cena, como um momento de passagem na montagem de abertura de História de Um Casamento na qual Nicole está jogando Monopoly com o seu marido, Charlie (interpretado pelo Adam Driver), e o filho deles. Em uma tomada que dura alguns segundos, Scarlett parece tão aérea no jogo que você imagina que eles estava jogando de verdade, durante dias. O filme mostra a Scarlett no seu melhor, sua performance indo de miséria abjeta enquanto o seu divórcio se desdobra até um número de música e dança. Mesmo agora, ela diz, ela se encontra mandando mensagens para Baumbach com ideias sobre como eles poderiam ter feito uma cena diferentemente. Ela é uma autodeclarada “atriz bagunçada”, sempre querendo interpretar um momento de cem maneiras diferentes, errando, melhorando. E ela acha isso difícil de parar. “Eu fico pensando sobre coisas que eu deveria ter tentado,” ela diz. “Eu fico tendo ideias para um filme que eu fiz há muito tempo”

Profissionalmente, Scarlett encontrou seu par em Baumbach. Quando eles se encontraram pela primeira vez para discutir o papel de Nicole, ela estava vivendo seu segundo divórcio, e você consegue ver a crueza na performance dela, as bordas denteadas do luto, ternura e fúria entrelaçadas. “Nós compartilhamos muitas histórias sobre nossos relacionamentos passados, e um pouco do que ela disse está no filme” Baumbach me contou. “Ela sempre estava muito aberta. Outra pessoa talvez tivesse fugido dessa história pela mesma razão que ela a abraçou. Eu tenho uma dívida com ela por isso.”

Perto do começo do filme, Scarlett tem um longo monólogo no qual a personagem faz um resumo do seu casamento para a sua advogada (interpretada pela Laura Dern, que ganhou um Oscar pela sua performance). Durante o curso da cena de uma tomada só e que dura cinco minutos, ela guina de memórias felizes para uma frustação enfurecedora, sua vida inteira sendo jogada fora. Baumbach descreveu como ele fez uma observação para a Scarlett entre as tomadas “e ela escutava de uma maneira na qual ela não revela nada. Na câmera o rosto dela é tão expressivo mas na vida real ela consegue ser bem intimidadora, porque você não consegue lê-la. Conforme fui a conhecendo melhor, eu agora vejo isso como concentração e sentimento profundos. Ela está tentando por dentro. E então ela vai voltar para um cena de uma maneira que me lembra um atleta voltando para um jogo. Ela começa do início, de novo encontrando a emoção verdadeira que a cena precisava, e então executa exatamente, precisamente aquilo que a gente havia discutido.”

“O Noah pode ficar discutindo as coisas para sempre” Scarlett lembra. “Pra sempre. Ele pode passar horas só explicando uma cena, e isso se torna parte da nossa vida. Ele ama fragmentar todas aquelas coisas. Eu sinto falta disso, sinto falta dessa parte do meu trabalho. A parte da resolução de problemas, descobrir o porquê daquela coisa não estar funcionando. – essas são as coisas divertidas.” Mas até mesmo ela tem limites. Um dia no set, Baumbach disse que ele não gostava da interrupção do horário de almoço. Ele queria continuar, continuar trabalho. “Eu fiquei tipo, ‘Cara, todo mundo precisa de almoço, tá? Eu quero almoço. Eu gosto de almoço.’”

Scarlett fala sobre seus diretores constantemente, como co-criadores que desenvolvem personagens com ela. Ela fala sobre como Taika Waititi, o diretor de Jojo Rabbit, é “outra espécie de ser humano”, capaz de inventar um diálogo na hora. E como Joss Whedon, o diretor do primeiro filme dos Vingadores em 2012, teve um “amor infeccioso” pela Viúva Negra. Scarlett talvez nunca tivesse sido a Viúva Negra de forma alguma; Emily Blunt foi originalmente escalada para o papel mas desistiu, estava comprometida com outro filme. Depois de Homem de Ferro 2 de 2010, a primeira aparição da Viúva Negra, Whedon a colocou em Os Vingadoresa. Scarlett estava profundamente cética. “Só o pensamento de todos nós juntos em nossos uniformes de super-heróis fazia parecer que ia ser um desastre,” ela diz. “Não um desastre, mas, tipo, O que é isso? O que é isso?”

Agora que o Universo Marvel é um gigante cultural, uma franquia que não apenas tem dominado o cinema por anos mas também se tornou sua própria força comercial (Vingadores: Ultimato de 2019 arrecadou $2.8 bilhões em bilheterias, mais que qualquer outro filme já arrecadou), é difícil imaginar tanta incerteza. Scarlett sentiu que eles estavam entrando em algo grande antes mesmo dos cinemas lotarem. Em Os Vingadores, tem uma cena onde os heróis formam um círculo – Hulk, Homem de Ferro, Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Capitão América, Thor – e a câmera gira ao redor deles enquanto Nova Iorque queima. “Eu lembro de fazer aquela tomada 360, e a gente estava sobre os destroços do Grand Central ou sei lá, desse ataque alienígena, e todos nós estávamos pronto, tipo: Aqui vamos nós, é isto,” Scarlett fala, quase animada, como se estivesse de volta no seu uniforme de couro, preparada. “E então eles nos mostraram o playback, e eu acho que esse foi o momento que todos nós, finalmente, depois de seis meses de gravações, ficamos, ‘Oh, isso vai dar certo. Eu acho que isso vai dar certo.’”

Sete filmes e quase uma década depois, Viúva Negra finalmente tem o seu próprio filme. Fazer o filme foi exaustivo, com quatro meses de múltiplas localidades e um calendário rígido “Foi como estar no exército,” Cate Shortland diz. No final, Scarlett e sua co-estrela Florence Pugh estavam ambas filmando enquanto doentes com pneumonia. Mas no set Scarlett estava sempre flutuante – e irreverente. “Ela é completamente despretensiosa,” Shortland diz, “e isso faz ser muito divertido estar por perto dela. Ela fica fazendo piadas com o best boy ou o runner; não tem hierarquia. Ela gosta de pessoas, e gosta de fazer as pessoas se sentirem queridas.”

A versão final do filme, a diretora e a atriz desejam, trará uma nova profundidade ao universo da Marvel. “Ela realmente conseguiu fazer algo que não fosse inconsistente ou superficial,” Shortland diz. “Ela quis fazer algo que significasse muito para os jovens e para as mulheres. E ela sabia que era possivelmente o seu último filme como Viúva Negra – ela não queria sair da Marvel fazendo um filme ‘contente’.” Depois de todos esses anos, elas duas sentiram que Viúva Negra merecia um retrato mais minucioso. “Ela sempre fez parte de alguma coisa maior que ela mesma, e agora tudo isso se foi,” Scarlett fala. Foi estressante ter que conduzir sua própria parte da franquia? “Sim, foi uma grande exposição,” ela fala. “Mas já era hora, sabe?”

A Marvel impulsionou as suas estrelas para um tipo novo de camada da atmosfera. Você ganha isso tudo de dinheiro por um filme – Scarlett ganhou $56 milhões em 2019 – e isso acaba fazendo sentido. A não ser que você esteja no programa de TV de comédia americano Saturday Night Live, onde isso vira alvo de piadas. Ela já foi anfitriã do SNL raras seis vezes – apenas outras 11 pessoas, incluindo Tom Hanks, Tina Fey e Alec Baldwin já fizeram isso mais de cinco vezes. Colin Jost dá crédito do sucesso da Scarlett no programa ao seu background no teatro. “Além de ser uma ótima atriz, Scarlett tem uma leveza na performance dela que realmente ajuda quando se está fazendo um show de variedades e você tem que constantemente trocar de personagens,” ele me fala por e-mail. “Ela é engraçada, e isso acaba fazendo uma grande diferença.”

Ser a anfitriã dá a ela o famoso monólogo da abertura e a chance de ficar sendo uma pateta em esquetes vestida como um alien ou uma aeromoça, ou até mesmo a Viúva Negra, e abraçar o Jost pelos gritinhos da plateia. “A sexta vez é ainda mais animadora que a quinta, porque você não está mais preocupada. Se for ruim, o que eles vão fazer, demitir meu noivo?” ela ironiza no seu monólogo de abertura do programa em dezembro de 2019. “Ai não!” ela disse, ao som de risadas alegres. “O que a gente vai fazer sem o salário dele?”

Parece um alívio, a comédia – uma maneira de tirar um pouco da reverência da celebridade dela e de fazer piada com o aumento inexplicável dos ganhos dela. Riqueza confere poder, e poder é estranho quando se é um ator. É difícil saber o que ele significa, ou o que você pode fazer com ele sem parecer dolorosamente cheio de si. Scarlett usou o seu nitidamente – dando um discurso na Women’s March em Washington em 2017, por exemplo. A política está no seu sangue: sua avó Dorothy Sloan costumava levá-la para reuniões de política quando ela era uma criança. Seu irmão gêmeo, Hunter, é um ativista há anos, e Scarlett já várias vezes se juntou a ele para fazer campanhas de escala nacional e local. Em um discurso em um evento durante a campanha de Scott Stringer para se tornar o controlador de Nova Iorque em 2011, ela revelou um conhecimento de assuntos técnicos, mas vitais – moradia, fraturamento hidráulico – que parecia um pouco diferente. “Ela defende aquilo que ela acredita,” Sofia Coppola diz, “e faz isso na sua própria maneira individual. Ela nunca é Maria-vai-com-as-outras.”

Mas a Scarlett já ficou no centro de tempestades provocadas por alguns de seus posicionamentos descompromissados. “É,” ela fala secamente sobre a sua aparente atração para controvérsia, “Eu fiz uma carreira disso.” Primeiro, foi a adaptação do mangá Ghost in the Shell, pela qual ela foi acusada de whitewashing: aceitar um papel que deveria ser de uma atriz asiática. Então veio a decisão dela de interpretar um personagem transgênero no filme Rub and Tug, o que ela inicialmente defendeu. “Diga [à mídia] que eles podem se dirigir aos representantes do Jeffrey Tambor, Jared Leto e Felicity Huffman para comentários” fez seu statement inicial, se referindo a outros atores que intepretaram papeis de pessoas trans. (Isso foi seguido por uma desaprovação pública, e um pouco depois ela largou o papel e logo após lançando um statement na revista Out: “Eu aprendi bastante da comunidade desde que dei meu primeiro posicionamento sobre minha escalação e percebi que foi insensível.”) Ela também já provocou críticas intensas ao professar uma lealdade contínua ao Woody Allen, que foi acusado por sua filha adotiva Dylan Farrow de abuso sexual.

Olhando para trás, o impacto das várias confusões, ela aparenta estar um pouco cansada, mas ela claramente se colocou em processo de auto interrogação. De um lado, ela diz, “Eu vou ter opiniões sobre as coisas, porque é essa quem eu sou.” Mas igualmente, ela sabe que algumas vezes ela pisa na bola. “Quero dizer, todo mundo tem dificuldade em admitir quando está errado sobre as coisas, e tudo isso vir a público, pode ser vergonhoso. Ter a experiência de, uau, eu estava realmente errada ali, ou eu não estava entendendo a coisa em sua totalidade, ou eu fui imprudente.” Ela suspira, encolhe os ombros. “Também sou uma pessoa.”

Uma coisa que ela está tentando aprender é quando falar as coisas e quando não – “perceber quando não é a sua vez de falar,” como ela coloca. “Eu posso ser reativa. Eu posso ser impaciente. Isso não mistura bem com autoconsciência.” Mas ela também bate na ideia de que ela tem que ter uma responsabilidade política ou social particular como uma atriz, que seu status automaticamente requer que ela dê um exemplo perfeito.

“Eu não acho que atores têm obrigações de ter um papel público na sociedade,” ela diz, mergulhando em outro solilóquio. “Algumas pessoas querem que sim, mas a ideia de que você é obrigado porque você está no olho do público é injusta. Você não escolheu ser um político, você é um ator. Seu trabalho é refletir a nossa experiência para nós mesmos; seu trabalho é ser um espelho para a audiência, ser capaz de ter uma experiência empática através da arte. É isso que o seu trabalho é. Quaisquer que sejam as minhas visões políticas, todas essas coisas, eu me sinto mais bem-sucedida quando as pessoas podem se sentar em um cinema ou em casa e entrarem em uma história ou uma performance e ver pedaços delas mesmas, ou conseguem se conectar consigo mesmas através da experiência de assistir a uma performance ou história ou interação entre atores ou o que quer que seja. E elas são afetadas por aquilo e pensam naquilo, e elas sentem algo. Sabe? Elas tem uma reação emocional com aquilo – boa, ruim, desconfortável, validante, tanto faz. É esse o meu trabalho. As outras coisas não são o meu trabalho.”

Scarlett patrulha seus limites cuidadosamente, e uma maneira pela qual ela põe um limite na sua persona pública é tendo zero presença em redes sociais. Ela continua duvidosa sobre as possibilidades de vida digital. “Eu já estou ansiosa, eu já tenho uma tonelada de culpa com meus amigos, eu não consigo manter contato com as pessoas! Como eu posso ficar mais conectada?” Ela já viu amigos desaparecerem nos buracos das redes sociais, ficarem obcecados em como as pessoas respondem a eles, em transe pela imagem refletida de si mesmos que eles recebem pelos seus seguidores, boa ou ruim. “Elas criam um tipo de senso de ego meio irrealista,” ela diz.

“É claro, qualquer coisa que você diga, seja policamente correta ou não, qualquer discurso que você faça, ou como você vive a sua vida, as pessoas irão obviamente achar algum problema nisso. A gente julga uns aos outros o tempo todo. A gente se julga o tempo constantemente. Eu acho que as pessoas acham que essa conectividade é o mesmo que ser autoconsciente. Para mim, é diferente de ser autoconsciente. E reagir a tudo que está chegando para eles através dessa coisinha do caralho.” – ela segura seu iPhone de capinha rosa como se fosse uma arma, com uma expressão de antipatia crua no rosto – “seu senso de realidade fica completamente enviesado. Não é normal ser tão exposto assim. Você pode ficar exposto quando está no olho do público, mas então ter que estar no lado que recebe, como um nervo vivo, todas essas coisas de volta? É demais!”

Tão difícil que seja acessar no momento, Scarlett coloca sua fé na realidade física das pessoas. “É incrível como se você falar com as pessoas – não escrever para elas – é assim que você cresce,” ela diz. “Ouvir as pessoas, aprender com as experiências delas, compartilhar isso, ver com os seus próprios olhos.” É a filosofia bagunçada da atuação: abrace a imperfeição, faça as coisas do jeito errado, aprenda.

Na noite de eleição, 3 de novembro de 2020, quando Donald Trump brevemente pareceu estar na frente, Scarlett foi para cama em sua casa em Long Island e não conseguiu dormir, ela estava tão irritada. Às 6 AM, Hunter mandou mensagem, e ela disse para ele ir dirigindo para vê-la. Eles acamparam no sofá pelos próximos dias seguintes, bebendo vinho intermitentemente e cozinhando, vendo os números lentamente mudarem. Quando a vitória de Joe Biden foi anunciada, Scarlett estava de volta em Nova Iorque. “Você podia ouvir as pessoas surtando lá fora, e eu só chorei. Foi uma reação bem doida. Meu deus, acabou. Pareceu com o fim de uma guerra, sabe?”

Então o que vem depois da guerra? No mínimo, a presença de um adulto tranquilizador na Casa Branca. “Eu falei ao Colin, parece que quando a sua vida está desmoronando e uma pessoa mais velha, um amigo de um dos seus pais, falam tipo, ‘Vai ficar tudo bem.’ E você fica tipo, ‘Aaargh!’” Scarlett se derrete em um colapso comicamente grato pela sua versão avuncular imaginada de Joe Biden.

Quanto a sua própria vida, ela não consegue se imaginar atuando ainda, dadas todas as restrições contínuas devido ao COVID. “Não posso trabalhar. Eu não acho que as condições que são necessárias para trabalhar agora são condições sob as quais eu conseguiria trabalhar confortavelmente. Eu prefiro esperar até eu poder trabalhar em um ambiente onde nós podemos nos conectar uns com os outros.” Ela se checa. “Eu sei que as pessoas estão felizes só de ter um emprego. Felizmente, eu não tenho essa urgência.”

De qualquer modo, ela não parou de verdade. Ela não consegue. Scarlett vai para o escritório da sua companhia de produção, These Pictures, a maioria dos dias. Recentemente, ela tem passado muito tempo no celular falando com o diretor Sebastián Lelio sobre o novo projeto deles, Bride, um filme sobre um empresário que manufatura a esposa ideal (isso não vai bem.) As conversas deles foram a corda salva-vidas dela durante o lockdown, ela diz. “Elas me deram algo com o que sonhar.” Enfim, sempre tem algo a ser feito. Depois da gente desligar, ela tem que ir escrever algumas script notes. “Eu estou com uma tonelada de coisas acontecendo.,” ela diz, com um sorriso largo. “Estarei indo para o escritório e trabalhar.”

Entrevista retirada da vigésima terceira edição da revista americana The Gentlewoman.

*A data citada para a estreia de Viúva Negra não é mais válida, a estreia do longa agora está prevista para julho.

O Deadline anunciou alguns participantes da 13° temporada do reality RuPaul’s Drag Race. Scarlett foi confirmada como uma das convidadas da temporada.

Scarlett vai fazer uma aparição surpresa em uma masterclass virtual durante o programa, assim como Anne Hathaway.

Durante esta semana foi divulgado a nova edição de novembro da revista Marie Claire americana. Scarlett Johansson e Florence Pugh, estrelas de Viúva Negra, estampam a capa da revista, fotografadas por Quentin Jones, e também concederam uma entrevista.

Confira a entrevista completa traduzida pela equipe do SJBR:


Mulheres Maravilhosas: Scarlett Johansson & Florence Pugh

Com o épico filme de super-heroínas adiado, as atrizes falam sobre as reviravoltas da vida real que 2020 as proporcionou.

Cena I: A Ligação

Em um dia de semana (ou fim de semana, afinal o que é o tempo agora?), lá estava Scarlett Johansson degustando uma margarita.

Tudo bem até agora, né?

Mas, como todas as coisas em 2020, só piorou a partir daí.

Uma ligação interrompeu seu momento. A notícia: A estreia de “Viúva Negra”, filme estrelando Johansson e a novata da Marvel, Florence Pugh e dirigido por Cate Shortland – três mulheres poderosas colaborando em um filme sobre poder feminino – estava sendo adiada. Foi uma notícia triste, Johansson lembra, mas não foi do nada.

Você disse outra margarita? Sim, por favor e obrigada.

“Estive falando com Kevin Feige” – presidente da Marvel Studios – “sobre isso, e com nossos produtores, tentando entender qual era o cenário.”, diz Johansson, 36.  “Estamos todos ansiosos para liberar o filme, mas acima de tudo, queremos que as pessoas tenham uma experiência segura, que elas se sintam confiantes sobre sentar em um cinema fechado.”

Estamos em uma videoconferência, pois é isso que se faz esses dias – nada de almoços. Isso ou Zoom, que fizemos algumas semanas atrás. Pugh, 24, está com a gente. Ela tinha acabado de voar de Londres de volta para Los Angeles, onde mora, quando recebeu a ligação.

“Acho que provavelmente tive um palpite”, diz ela. “Me pareceu toda a diversão do verão e todo mundo estar lá fora e finalmente ter algumas regras de relaxamento, alcançou todo mundo, obviamente, por causa do vírus. Estou triste que as pessoas não consigam assisti-lo por mais meio ano, mas não fiquei muito chateada porque é importante cuidar das pessoas agora.”

O que elas estão dizendo é que o adiamento de um filme de super-herói não é o apocalipse. Nem neste ano ímpio nem em qualquer outro. Mas não são o abismo? Quem não gostaria de estar sentado em uma sala de cinema escura agora, carregado com um balde de pipoca com manteiga falsa, refrigerante grande, afundando em um assento enquanto a ação da Marvel de tirar o fôlego se desenrola na tela?

E este, de todos os filmes – um com personagens femininas fortes, atrizes femininas forte, uma diretora feminina forte.  Um filme que é ambas as coisas, divertido e importante.

Então o que acontece agora?

Cena II: O Filme!

Primeiro, conversamos pela tela de computador. Pugh, após muitos meses de castigo por COVID-19, tinha viajado para Londres e conversado comigo pelo Zoom de seu escritório, uma sala mal iluminada com arte emoldurada pendurada no alto das paredes e caixas abertas para um teclado casio e suporte – verifique o canal de YouTube dela para ver as performances de violão acústico como Flossie Rose – empoleirada em um gabinete.

Johansson se atrasou alguns minutos por ter buscado a filha em um acampamento diurno cancelado por causa da chuva e se juntou a chamada de vídeo de sua casa em Nova York. Era noite em Londres, e Pugh, que usava uma camiseta branca onde se lia “Amor” e vários colares finos, serviu-se de uma generosa taça de vinho tinto.

Quando Scarlett apareceu na ligação, Pugh gritou: “Oh meu Deus, aí está ela!”

Johansson, vestida no estilo athleisure e cara lavada, sorriu de volta. E por alguns minutos, as duas estrelas – uma das quais com um salário de US $ 56 milhões no ano passado a tornava a atriz mais bem paga do mundo – pareceram não mais do que duas boas amigas se atualizando. Elas brincavam entre si sobre a escolha das configurações de Zoom. Johansson escolheu seu quarto e teve como plano de fundo uma cabeceira de camurça tufada e papel de parede estampado com pássaros e folhas.

“Eu gosto de trocar. Manter as pessoas na dúvida. Fazer com que pareça que eu fui a algum lugar”, disse ela. “Quando eu não fui a lugar nenhum, obviamente.”

Quanto ao filme, não veremos até 7 de maio de 2021, no mínimo, eles entraram nesse assunto muito rápido. Elas sorriram, falando sobre o filme, relembrando o trabalho árduo. Sim, o trabalho duro. Pergunte a elas: esse negócio de super-herói é muito luz-câmera-ação e estréias cheias de flashs… até não ser.

Em uma cena em particular, nossas heroínas – Natasha Romanoff (Johansson) e Yelena Belova (Pugh) – dispararam sobre um telhado em Budapeste. Era para ser inverno. O dublê as chama para pularem da lateral de um prédio com um helicóptero voando acima.

Parece espetacular.

Mas o fato era que era um dia de verão que parecia como se um deus da Marvel tivesse empurrado a Terra meio caminho para perto do sol.

A realidade era que o que foi no máximo alguns segundos de ação cinematográfica exigiu horas no topo daquele prédio e vestir-se na antítese de um equipamento adequado para o clima, uma jaqueta de couro e botas de couro – e no caso de Johansson, uma peruca e um chapéu de pele.

A verdade corpórea era que ambas as estrelas usavam cintos de segurança tão desconfortáveis ​​quanto espartilhos vitorianos e lutavam com pequenas almofadas de gel (usadas sob o traje para suavizar as quedas) que mantinham o suor escorrendo de seus quadris até quase os tornozelos.

E como se as filmagens do dia não bastassem para fazer um filme, sua diretora, Shortland, entrou no set com um vestido de verão, chapéu de aba e Stan Smiths, deu uma olhada nas estrelas suando – torrando – e provocou, “Oh, não está adorável hoje?”

É um bom ha-ha de uma anedota – três mulheres fazendo seu trabalho, duas derretendo no calor enquanto uma brinca – o tipo de história que você conta no Jimmy Fallon. (“E essas pequenas almofadas que temos de usar sob nossa fantasia continuavam caindo!”) Mas a verdade é que é o tipo de cena da vida real que ainda não vemos com frequência.

“Eu não quero suavizar nada”, disse Johansson, com alegria saindo de sua voz, seus olhos apontados para o teto, “porque é um desafio em uma indústria dominada por homens, contar a história de uma mulher da perspectiva de uma diretora feminina e focar no coração de algo que é inerentemente feminino.”

Haverá grandes expectativas de bilheteria para Viúva Negra, com COVID ou não; nós não esquecemos de que Vingadores: Ultimato, o último filme da Marvel em que Johansson apareceu, arrecadou 2,79 bilhões de dólares de bilheteria, tornando-se o filme de maior bilheteria de todos os tempos – sem falar no ônus de fazer algo que inspire e empodere as meninas e mulheres. E é bem possível que ninguém conheça melhor o sentimento de previsões grandiosas do que a estrela que deu início ao Universo Cinematográfico da Marvel.

“É realmente difícil ser o número um na lista de chamadas em sua própria franquia”, diz Robert Downey Jr. “É uma prova difícil. Mas há algo sobre esses personagens que o faz estar à altura da ocasião, e se há alguém que o resto de nós não teve dúvidas se alguém pode ou não carregar facilmente o manto sozinhos, fora deste conglomerado, é Scarlett.”

Cena III: Escolhas

No aqui e agora, Johansson é deliberada e cuidadosa na escolha de seus papéis.  E essas escolhas produziram desempenhos dinâmicos: a complicada Nicole Barber em Marriage Story. Mulheres firmes como Rosie em Jojo Rabbit. Até a romântica Bárbara em Don Jon. O que ela está caçando atualmente é a tensão que sente quando consegue fazer algo que nunca fez antes.

Ela nem sempre chegou lá. Então aconteceu a bênção de interpretar Catherine, uma garota que encontrou seu lugar no mundo como mulher, em uma remontagem da Broadway de 2010 da peça de Arthur Miller, A View From the Bridge. “Consegui realmente ficar forte”, diz ela. “Eu fui capaz de adquirir músculos, como ator, que eu realmente não tive a oportunidade de exercitar. Foi totalmente revigorante. Eu pensei, você sabe, eu nunca vou voltar. Eu não vou voltar para trás. Eu apenas tenho que continuar lutando para ter esse sentimento.”  Johansson ganhou um prêmio Tony por seu desempenho.

O ano seguinte trouxe a Viúva Negra, um papel que ajudou a torná-la a atriz de maior bilheteria de todos os tempos (estimados US $ 14,4 bilhões) e deu a ela o poder de desafiar os limites do que uma mulher pode ser na tela. “Procuro mulheres com quem sinto que posso me relacionar em algum nível, pelas quais tenho empatia. Isso é um pouco complicado, obviamente, porque você pode ter empatia pelas pessoas de maneiras diferentes e por motivos diferentes. Mas se posso ter empatia por um personagem, não importa qual seja sua bússola moral, então isso é importante para mim”, diz ela.

Pugh compartilha dessa mentalidade.  “Semelhante a Scarlett, sempre foi, tipo, a prioridade número um para mim encontrar mulheres que são totalmente fascinantes e totalmente poderosas à sua maneira”, diz ela. “Eu realmente quero reconhecer as mulheres que interpreto, seja porque eu reconheço minha mãe nela, ou minha avó nela, ou minha irmã nela. Eu quero interpretar personagens complexos e confusos. ”

As escolhas acertadas que Pugh fez até agora incluem Cordelia, filha do King Lear de Anthony Hopkins, em uma adaptação para o cinema de 2018 e uma estudante espetacularmente traumatizada no hit de terror do verão passado, Midsommar. Seu papel como a irmã mais nova malcriada, Amy, em Little Women atraiu mais atenção a ela – e uma indicação ao Oscar.

Viúva Negra tem o potencial de transformá-la de aclamada atriz em estrela global.

Em 2021.

Cena IV: Quarentena

Eu pergunto a Johansson se ela tem saído muito.

Ela ri. “Eu pareço não estar? Meu namorado [Colin Jost do SNL] esta manhã estava tipo, ‘Acho que você está perdendo a cabeça’ ”, diz ela. “Eu fico tipo,‘ Oh, sim.  Já se foi, pedaços de tudo se quebraram há muito tempo. “Na verdade, felizmente, tenho conseguido sair de casa porque moro em uma área que tem muita natureza. Sinto-me muito grata por isso. ”

Quando Pugh fez seu primeiro voo durante a pandemia, ela chegou ao LAX com duas horas de antecedência e, em sua perambulação, viu paredes e outdoors sem anúncios, lojas e cafés fechados com tábuas e todos se moviam lentamente, deixando um amplo espaço. “Foi um pouco como o início de Extermínio, ou The Walking Dead, quando ele estava saindo do hospital”, diz Pugh. “Isso me assustou.”

Isso faz Johansson pensar em sua primeira ida ao supermercado logo após o lockdown. “Parecia que o Armagedom completo havia acontecido”, diz ela.  “Lembro-me de me sentir muito assustada e insegura, como todo mundo, do que estava acontecendo.”

Johansson também é uma produtora e tinha um escritório de produção em Nova York com uma pequena equipe. Permaneceu fechado, com os funcionários trabalhando em casa.

“Na verdade, não há como fazer meu trabalho”, diz ela. “As pessoas continuam tentando me encorajar a participar de formas alternativas de filmagem ou produção, mas é muito difícil para mim entender, porque para mim é uma comunidade. É um esforço comum para fazer coisas e é um desafio. Eu não sei se eu conseguiria. Não tenho certeza.”

Com a facilidade com que essas duas se compadecem, você acha que eles têm uma longa história. Na verdade, sua irmandade começou durante os ensaios, iniciada quando Pugh se esforçou para dormir três horas e cansada das viagens de trabalho. As circunstâncias não eram as ideais para uma introdução, embora fosse desesperador em qualquer circunstância.

Pugh estava animada, nervosa e exausta.

“Você parecia muito segura de si, curiosa e disposta”, Johansson disse a Pugh. “E você esteve muito presente lá.”

Estar presente no dia em que se conheceram significava fazer exercícios de confiança. Imagine – ambas indicadas ao Oscar de 2020 (Johansson por atriz principal e coadjuvante por Marriage Story e Jojo Rabbit e Pugh por atriz coadjuvante em Little Women) – caindo nos braços uma da outra. Imagine-as se revezando, liderando uma a outra com os olhos vendados em uma pista de obstáculos de escritório. Imagine-as instruindo uma a outra para amarrar uma cama de gato.

“Acho que talvez o cansaço tenha adicionado-se com eu não ser tão autoconsciente e apenas, suponho, permitir-me começar a irritar Scarlett desde o primeiro dia, o que foi ótimo”, diz Pugh. “E então, daquele ponto em diante, nós meio que fizemos isso uma com a outra. Foi uma ligação fraternal instantânea.”

Cena V: Lasanha

É nascente, sim, mas esse respeito mútuo, os exercícios de confiança, os encontros estabeleceram algo genuíno entre essas mulheres. Tome como prova contundente quando, durante nossa entrevista ao Zoom, Johansson conversa fora da tela com uma assistente sobre o tempo de cozimento em um prato. “Fiz lasanha para a minha amiga que acabou de ter um bebê”, diz ela, voltando-se para Pugh, e explica que a deixou no balcão e, sem que ninguém soubesse, sua assistente colocou no forno.

Você pode querer verificar isso, para não dar um pouco de lasanha queimada a sua amiga, eu ofereço.

“Eu sei, eu estava tipo, estou dando uma entrevista e pensando, Oh, cheira muito bem aqui”, diz ela, abrindo um sorriso.

“Na verdade, nunca fiz lasanha”, diz Pugh, franzindo as sobrancelhas. “Isso meio que me apavora. O queijo, por algum motivo estranho. Eu não sei porque. Acho que estou preocupado em assá-lo, e então ele vai sair e todo o queijo ficará duro. É fácil?”

O que você faz quando seu grande blockbuster de Hollywood é colocado na prateleira por causa de uma pandemia global? Você faz o que o resto de nós faz: serve um drink, entra no Zoom com seu amigo que está longe e faz lasanha.

“Sim, é fácil. Bem fácil. Basicamente, você descobre… ”Johansson começa, então para e levanta as mãos. “Ah, bem, eu contarei a você mais tarde.”

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Scarlett Johansson irá produzir e estrelar o drama de ficção científica “Bride“, de Sebástian Lelio para a Apple TV+ e A24. O filme é inspirado no longa “A Noiva de Frankenstein“, de 1935, apresentando uma reinterpretação da personagem clássica .

Sebastián Lelio, que dirigiu filmes com protagonistas femininas como o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro A Fantastic Woman, Disobedience e Gloria, foi escalado para dirigir “Bride“.

Bride” segue uma mulher criada para ser a esposa ideal – a obsessão de um brilhante empreendedor. Quando ela rejeita seu criador, é forçada a fugir de sua existência confinada, enfrentando um mundo que a enxerga como um monstro. Enquanto foge, ela encontra sua verdadeira identidade, seu poder surpreendente e a força para se reinventar como sua própria criação.

Johansson e Jonathan Lia irão produzir o filme atráves de sua companhia These Pictures. Lauren Schuker Blum (“Orange Is the New Black”), Rebecca Angelo (“Wolfman”) e Lelio são os roteiristas do projeto.

“Já passou da hora de Bride sair da sombra de seu parceiro masculino e brilhar. Trabalhando ao lado de Rebecca Angelo e Lauren Schuker Blum, Sebastian e eu estamos extremamente ansiosos para resgatar essa anti-heroína clássica e reanimar sua história para refletir a mudança que vemos hoje”, disse Johansson.

Bride” ainda não possui data definida de estreia.

O site We Got This Covered publicou um rumor de que a atriz Scarlett Johansson supostamente assinou contrato para mais filmes do Universo Cinematográfico Marvel.

Confira a tradução da matéria feita pela equipe do SJBR:

Fãs passaram boa parte da década exigindo que a Natasha Romanoff de Scarlett Johansson estrelasse seu próprio filme solo, e enquanto eles finalmente tiveram seu pedido ouvido, eles tiveram que esperar que ela fosse morta em Vingadores: Ultimato para que isso acontecesse, e a espera se tornou ainda maior com o adiamento de Viúva Negra devido à pandemia do Coronavírus.

Nós estamos atualmente no meio do maior gap entre dois filmes do Universo Marvel, e quando Viúva Negra finalmente chegar, não há dúvidas que o público vai aparecer para dar seu último adeus a uma das iniciantes da fase um. É esperado que a Yelena Belova de Florence Pugh assuma o codinome e se torne parte integral da franquia, seguindo o plano do UCM de substituir os seis Vingadores originais, mas isso não necessariamente significa que nós não veremos Scarlett Johansson mais uma vez.

Na verdade, nós ouvimos de nossas fontes – as mesmas que nos disseram que O Falcão e o Soldado Invernal seria adiado e que o Treinador seria o vilão principal em Viúva Negra – que a atriz supostamente chegou em um acordo para retornar ao UCM no futuro. Segundo nossos dados, com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura preparado para introduzir realidades alternativas e novas linhas do tempo no UCM, qualquer um que tenha morrido está agora tecnicamente apto para voltar a filmes futuros, incluindo Johansson.

Apesar de ser uma grande falta de comprometimento por parte da Marvel de matá-la, lhe dar um filme solo e então trazê-la de volta de qualquer forma, a Viúva Negra é suficientemente popular para a vasta maioria dos fãs nem sequer se importar com isso se ela aparecesse como parte do multiverso via uma versão alternativa da personagem. Além disso, nos contaram que flashbacks também são uma possibilidade, mas de qualquer forma, nossas fontes dizem que Johansson definitivamente voltará para o UCM em algum momento após seu filme solo.